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Rural

Ponte para enfrentar o êxodo rural

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Por Rosa Liberman - [email protected]
Foto Arquivo BD

Seguir os passos dos pais e manter as atividades da família no setor primário, seja com o cultivo de grãos, produção de frutas, leite ou processarmento de alimentos em agroindústrias. Este é o desejo da grande maioria das pesoas que vive no meio rural. Pensando nisso, muitas famílias proporcionam o estudo para seus filhos em escolas próximas das propriedades, acreditando que ao longo do processo educacional os filhos ampliem a paixão pela terra. Isso porque estas escolas, apesar de ter a base curricular similar ao das instituições de ensino da área urbana, proporcionam práticas agrícolas que podem ser empregadas no dia a dia dos alunos, em suas propriedades.

Nos 41 municípios pertencentes a 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), existem 30 escolas classificadas como escolas rurais ou do campo, com cerca de 1.120 alunos entre a educação infantil até o ensino médio, sendo que apenas uma instituição oferece a educação infantil. O ensino médio também é oferecido por apenas uma escola na região.

Municípios com escolas rurais

Aratiba, Barão de Cotegipe, Barracão, Benjamin Constant do Sul, Cacique Doble, Carlos Gomes, Centenário, Erechim, Gaurama, Getúlio Vargas, Itatiba do Sul, Machadinho, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Sananduva, São João da Urtiga e São Valentim.

Algumas escolas apresentam multisseriação em todas as turmas, outras apenas em parte das turmas.

De acordo com o responsável pelo setor pedagógico da 15ª CRE, Everton Fantinelli, a redução das turmas acompanha a diminuição do número de filhos nas famílias gaúchas, sejam urbanas ou rurais. Everton Fantinelli afirma que na última década foi possível observar que a comunidade escolar diminuiu na rede pública estadual, seja nas escolas rurais ou não. “Existem escolas rurais que há dez anos possuíam cerca de 100 alunos. Atualmente, este número mal chega a 20. É uma redução considerável. Entre os motivos para essa redução podemos citar a diminuição da população rural, a queda do número de filhos e a absorção dos alunos por parte da rede municipal de ensino”, destaca.

 

Opção pela área urbana

O professor lista alguns motivos que levam os pais a optarem por matricular os filhos em escolas na área urbana: educação infantil; transporte escolar entre a propriedade rural e a escola na cidade; turmas não multisseriadas. Fantinelli ressalta que a educação infantil acaba sendo um fator que impacta na saída das crianças do meio rural. Ao encontrar vagas em escolas urbanas para iniciar a educação dos filhos, muitas famílias optam por manter a criança na mesma escola no momento de ingresso do ensino fundamental.

No que diz respeito ao currículo escolar entre as escolas urbanas e rurais, não há distinção. Porém, nas escolas rurais, existem atividades voltadas para a vida no campo, como projetos e palestras. Também podem existir algumas disciplinas específicas, como técnicas agrícolas.

A vantagem de estudar no campo é que os alunos estão próximos de suas comunidades, no local onde, muitas vezes, seus pais ou avós foram criados. Também existe a questão do contato com as atividades do meio rural, que são proporcionadas, mesmo que em parte, pelas escolas. Isso pode estimular a permanência dos jovens no campo”, salienta o professor.

 

Projeto “Sucessão com Sucesso”

Para reverter um processo histórico de descompasso entre educação e o trabalho rural a Coordenadoria Regional de Educação lançou um projeto  que visa estimular a permanência dos jovens no meio rural.

“A vida no campo, ao longo dos anos, passou por períodos de desvalorização, seja financeira ou social. Isso estimulou o êxodo rural, que fez diminuir o número de habitantes em diversos municípios. Muitos jovens ainda saem do campo para a cidade, causando problemas para a sucessão familiar nas atividades agrícolas. Para ajudar na tentativa de reversão deste quadro, a 15ª CRE, juntamente com entidades parceiras, está desenvolvendo em algumas escolas o “Projeto Sucessão com Sucesso”, que visa mostrar os aspectos positivos da atividade agrícola e que o trabalho rural é uma atividade digna e pode ser rentável”, relata Fantinelli.

 

Dificuldades das aulas no meio rural

Entre as principais dificuldades enfrentadas por professores que trabalham nas escolas rurais estão o acesso aos recursos tecnológicos, infraestrutura e logística.

Enquanto o acesso lento à internet dificulta a pesquisa, as estradas e longas distâncias limitam a interação entre aluno e professor fora da sala de aula.

 A falta de alunos também pode ser uma dificuldade para os professores, pois, trabalhar com um número reduzido de alunos e com turmas multisseriadas exige uma preparação diferenciada por parte do educador.

 

Envelhecimento da população

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (Sutraf/Alto Uruguai), Douglas Cenci, acredita que a redução do número de alunos nas escolas no interior está  relacionada a baixa taxa de natalidade e o consequente envelhecimento da população.

“Antes dos anos 90 a situação era diferente. Até mesmo o número de agricultores que vivia no interior era superior aos que vivem hoje. Isso porque, antes dos anos 2000 as famílias saíam do campo para a área urbana. Depois, as famílias começaram a permanecer no campo, mas não foram criadas condições para manter os jovens junto dos pais. E desta forma iniciou o envelhecimento no campo”, pondera o líder sindical.

 

Renda e conflito de gerações

Cenci salienta que atualmente há condições para o  jovem permanecer com as famílias no meio rural, mas pondera que o acesso aos serviços de telefonia e internet, ainda são precários. Outro alerta está ligado ao processo de sucessão rural e a geração de renda.

O jovem tem uma série de vontades e iniciativas e nem sempre o pai entende. Temos um conflito de duas gerações diferentes, uma se adaptando as condições tecnológicas, em que a grande maioria não teve ensino superior e outra que nasceu dentro da fase da internet”, explica.

Sobre as relações familiares, Cenci aponta a presença da mulher como  elemento importante para o futuro do jovem no campo.

 “Um motivo que reflete na decisão de permanecer junto aos pais na propriedade é a influencia que a mãe exerce sobre o jovem. Ela tem um trabalho muito penoso na propriedade e, se ela puder decidir, muitas vezes vai optar que o filho tenha uma vida mais fácil que, em muitos casos, em sua opinião, seria nas cidades. Além disso, o desprezo que as pessoas da cidade têm sobre o homem do campo, como um colono, um jeca, também é brutal, e mexe com a autoestima do jovem, que influencia na decisão de sua permanência ou não no campo”, diz.

 

Família unida no campo

Ivo Andreolla (54) nasceu na comunidade Lajeado Paca, interior de Erechim e sempre viveu na localidade junto a família de agricultores. Lá formou a família com Maribel. Inicialmente trabalhavam na lavoura e depois dos anos 2000 iniciaram os trabalhos e cursos com panifícios. Há 10 anos construiu a agroindústria onde são produzidas 15 variedades de bolachas, pães, cucas, tortas e doces.

Todo esse investimento funciona a cinco mãos. Ivo, a esposa, os filhos Amanda (28), que acabou de ter um bebê, que é casada e reside em Erechim, mas todos os dias vai até a comunidade trabalhar na agroindústria, o filho, Jean Carlos (22) que vive com os pais e também da nora Luana (20).

“Não é fácil manter o jovem no campo. Quando eu era jovem, se meu pai me dava um troco por eu trabalhar era muito. Eu faço diferente. Cada um tem seu salário para ter qualidade de vida, seu lazer e querer trabalhar no que é da família”, conta Ivo. Todos também estão sempre participando de cursos de formação.

 

Orgulho do ensino no meio rural

Mas esta visão não é unânime no meio rural. Em alguns municípios, há orgulho do ensino no meio rural e as famílias se esforçam pela permanência dos filhos no campo. Tanto é que muitas escolas da região são vencedoras de prêmios e alunos destaques em educação. “Uma das coisas que influencia na vida da criança e do jovem é que a escola na área urbana trabalha a cidade como um espaço bom, sem problemas, provocando a atração do aluno. Mas no que diz respeito à qualidade do ensino, ela não tem diferença, a não ser, aulas técnicas destinadas ao meio rural, nas escolas do interior”, diz, ressaltando que há muitos exemplos no Alto Uruguai de escolas e alunos do interior premiados.

Cenci é enfático ao afirmar que é preciso fazer algo para atrair os jovens a permanecer no campo e, as escolas rurais são um começo. Isto porque, conforme estudo da Uergs, 32% das propriedades do Alto Uruguai não terão sucessão rural. “Se não começarmos um investimento como algo que possa possibilitar que o jovem permaneça no meio rural vamos estar fadados a falência da agricultura, em médio prazo. Não podemos fechar as escolas na área rural, pois elas é que tratam a realidade da agricultura. Pelo contrário, é preciso investimento e atrativos para a permanência de seu funcionamento e dos alunos frequentarem as escolas rurais”, declara.

 

Necessidade de incentivos e atrativos

A professora Maria Terezinha Graichen (57), com 39 anos de magistério, trabalha há 30 anos em escolas no meio rural, em diversas localidades. Atualmente é diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Antonio Burin, localizada na Linha Rio Negro, Povoado Coan, distante 12 quilômetros do centro de Erechim. Maria Terezinha diz que nestas três décadas trabalhando nas escolas no campo, viu muitas mudanças, sendo a principal, a redução no número de alunos.

Atualmente são 25 estudantes vindos de diversas comunidades, entre elas Lajeado Paca, Cristo Rei, Linha 3 e Linha 6. Os alunos têm entre seis e 15 anos e estudam deste o 1º ao 9º ano do ensino fundamental. O ensino acontece de forma multisseriada, ou seja, com a concentração das séries nas mesmas turmas. São três turmas, divididas entre 1º ao 5º ano com uma mesma professora; 6º e 7º ano e 8º e 9º ano, com quatro professoras que ministram as aulas de educação física; português e espanhol; matemática e ciências; história, geografia, artes e técnicas agrícolas.

Maria Terezinha ressalta que a diferença do ensino na escola é o trabalho voltado aos assuntos do campo. “Um exemplo é a água. Atividades relacionadas ao tema, temos a possibilidade de ver na prática, ações que influenciam no dia a dia dos alunos”, explica.

Para a professora, os principais fatores que levaram a redução do número de estudantes no meio rural são: êxodo rural, seguido da diminuição do número de filhos por família . Em terceiro lugar está o fator de que após o 9º ano do ensino fundamental, os alunos vão para a cidade cursar o ensino médio e acabam não retornando para as propriedades. “Eles terminam optando por profissões diferentes do que a agricultura, que é, muitas vezes, tão penosa, devido às intempéries climáticas e também com relação ao mercado que influencia as cotações”, diz, afirmando que muitos preferem um salário mensal a tocar a atividade da família.

Todo esse cenário implica em uma possível diminuição da sucessão rural no Alto Uruguai e, segundo a professora, uma alternativa para reverter essa situação seria incentivos por parte do governo para que as famílias permanecessem no campo. “Alguns alunos demonstram interesse em continuar na propriedade, mas a grande maioria já comenta que pretende ter outra profissão, especialmente que não seja tão penosa quanto à agricultura”, diz.

Com relação ao ensino no campo, Maria Terezinha salienta que os alunos não enfrentam mais as dificuldades de antigamente, tendo de ir a pé para escola. Hoje tem transporte. Os alunos também possuem internet em casa e os que não têm acesso, o fazem na escola. “A qualidade de vida melhorou muito, o que ajuda na decisão de permanecer aqui, mas mais incentivos seriam bem-vindos para segurar o jovem no campo”, afirma, enfatizando que é da vontade de muitos pais que os filhos continuem, mas eles veem que os filhos não possuem o mesmo amor pela terra.

“Para incentivar nosso ensino, também procuramos sempre informar os alunos sobre concursos que possam participar, pois eles têm capacidade”, conclui.

O estudo na visão dos alunos

Paola Golfeto Farina (11) é filha única de  Edson e Silvia e está cursando o 7º ano do ensino fundamental na escola Antonio Burin. Ela entrou direto no 1º ano, sem ter frequentado a educação infantil e, segundo Paola, foi por vontade de seus pais a escolha da instituição de ensino. Ela fica distante cerca de quatro quilômetros de sua casa que está localizada às margens da RS 420. Mas isso não é nenhum empecilho para seus estudos, pois frequenta a escola com transporte escolar.

Mesmo tendo sido escolha dos pais a escola no meio rural, Paola diz que gosta e se tivesse a opção de escolha entre uma escola na área urbana não o faria, pois onde estuda há poucos alunos na sala de aula, o que para ela diz ser uma vantagem em termos de qualidade de aprendizagem.

Ela vive com os pais e os avós paternos, Jandir (77) e Anadir (66). Jandir conta que seus pais vieram de Veranópolis e adquiriram a propriedade por volta de 1921 e lá criaram a família - seis filhos. Hoje ajuda o filho na lavora. A família possui uma propriedade de 21 hectares onde são cultivados trigo, milho e soja comercializados para uma cooperativa e também frutas como laranja, bergamota e limão para consumo da família. A produção de leite e a fabricação de queijo também são apenas para subsistência.

Paola pretende cursar o ensino médio em Erechim. A estudante conta que estava pensando em, posteriormente, cursar técnico de enfermagem, mas ultimamente mudou de ideia. “Tenho pensado muito sobre permanecer na propriedade dos meus pais e tocar a atividade da família. Eu gosto do campo, é um lugar calmo para se viver e eu gosto da agricultura. Não é uma atividade fácil, mas tenho prazer, pois hoje já ajudo em muitas tarefas, e tem a vantagem de ser um negócio próprio, estar trabalhando para nós mesmos”, declara.

O colega Natanael Antonio Filippini (12), que também cursa o 7º ano, mora na comunidade Lajeado Paca. Ele tem dois irmãos e o Cassiano, que é o mais velho, já trabalha na propriedade da família. São 23 hectares onde são cultivados apenas grãos: soja e milho.

Natanael conta que entrou na escola no meio rural por vontade dos pais e diz gostar dela pelo local que é calmo, pelo número de alunos em sala de aula, que é reduzido. Ele diz que pretende fazer o ensino médio no Colégio Agrícola, em Erechim e, posteriormente, retornar para a propriedade e aplicar seus conhecimentos nos negócios da família. “A lavoura é algo muito interessante, pois gera alimentos. É uma atividade gratificante e tenho muita vontade de trabalhar nela”, diz.

De acordo com Natanael, estudar na escola no meio rural lhe possibilita também, alguns ensinamentos que podem ser utilizados na propriedade.

 

Arboreto auxilia no ensino

A Escola Estadual São José - Escola Agroflorestal, localizada no Povoado Servia, interior de Barão de Cotegipe, trabalha conceitos integrados de educação, sustentabilidade e produção no meio rural.

A diretora Marli Teresinha BalestrinBez, ressalta que o diferencial da instituição é a disciplina de educação ambiental. Junto à escola existe há 21 anos um arboreto de quatro hectares, com mais de 200 espécies de plantas nativas e exóticas, onde os estudantes fazem estudos e aulas práticas.

Conforme informações da Embrapa Florestas, este é o terceiro maior arboreto do Sul do país em número de espécies implantadas. É um laboratório a céu aberto que permite a observação, análise e pesquisa da comunidade escolar e também recebe a visitação de grupo de estudos diversos. Constitui-se em um banco genético de sementes e pretende-se a reprodução das espécies em extinção.

Desde 1995 a Escola São José desenvolve o programa em Educação Ambiental “Educar e Preservar”, que consiste em desenvolver atividades através da manutenção da floresta demonstrativa, arboteto, horta ecológica e medicinal, viveiro de mudas e projetos voltados para a preservação das águas, flora e fauna.

São 13 alunos do 6º ao 9º ano, em sua maioria filhos de agricultores. A diretora comenta que parte deles pretende cursar o ensino médio no Colégio Agrícola, em Erechim e, depois retornar para a propriedade da família e seguir na agricultura.

O arboreto foi criado em parceria com Embrapa, Emater e prefeitura. Agora a escola faz o manejo, com podas. “É importante para os alunos, pois preservam o meio ambiente e, com as trilhas dirigidas, enriquece o conhecimento deles”, diz.

A escola está localizada ao lado da Casa da Família Rural, local onde são realizados estudos de aprimoramento de técnicas agrícolas. O espaço é utilizado como troca de saberes também pelos alunos da Escola São José.

 

Escola municipal

A Escola Municipal Jaguaretê é a única do município no meio rural. Estudam 99 alunos da educação infantil ao 9º ano. Até o 4º ano o ensino é integral. E do 5º ao 9º ano os alunos frequentam a escola dois dias em turno integral.

Localizada em uma comunidade tranquila, com ruas asfaltadas e casas com arquitetura que lembra aspectos da colonização regional, a escola tem o desafio de educar e estimular seus alunos para o futuro.

Ex-aluna da própria escola  a  diretora Fabíola Salete Izoton, explica que a instituição não oferece disciplinas diferentes do currículo escolar das outras escolas, mas atividades complementares que os alunos, em sua maioria filhos de agricultores, são contempladas nas áreas do conhecimento e podem explorar os assuntos.

De acordo com a professora  em conversa com os estudantes, a grande maioria demonstra interesse em permanecer na propriedade junto dos pais, seguindo na atividade agrícola. “Anualmente desenvolvemos um projeto que estimula a vivencia no campo para que os estudantes vejam a sucessão rural como algo positivo e que lhe trará benefícios, tendo qualidade de vida sem precisar sair do campo”, explica.

Em 2016 a escola recebeu um prêmio alusivo ao projeto desenvolvido em 2015 com previsão de continuidade em Educação Fiscal. A escola foi reconhecida entre as dez  melhores experiências do país, voltadas para a área do campo.

 “Não podemos ter hoje uma disciplina específica por exemplo, de como cultivar uma horta. As famílias já tem isso. Os pais já fazem isso e os filhos já sabem. Então precisamos levar coisas novas, por exemplo, algo que eles teriam nas cidades, como acesso a internet, para que eles não sintam a necessidade de sair do meio rural. Lá eles podem se tornar empreendedores. Viver no espaço deles, com as mesmas facilidades que teriam na área urbana. Ele é dono da sua terra”, declara a secretária de Educação, Vanir Bombardelli.

 No início do ano a escola organizou um museu, identificando os antepassados de quem fundou a comunidade, através de trabalhos dos alunos, com objetos representativos. Isso deu muito orgulho aos estudantes.

Segundo a secretária, o que precisa ser feito é mostrar o que tem na cidade contrapondo com o que tem no campo. “Se lá tem internet e aqui também tem, tem UBS e aqui tem também. Vendo que a realidade é similar e, no campo ele tem o negócio próprio, torna-se mais vantajoso investir no que já é seu, é um incentivo necessário aos alunos”, declara.

Ressaltando ainda a importância de cursos como veterinária e agronomia que podem dar a continuidade dos estudos. “Precisamos instrumentalizar as pessoas para que elas fiquem no interior. Capacitando os filhos dos agricultores para que depois eles retornem empresários da propriedade”, diz.

 

 

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