O Tribunal do Júri condenou, na quarta-feira (22), oito acusados de homicídio e de sete tentativas de homicídio durante uma disputa pela liderança na aldeia indígena de Passo Grande do Rio Forquilha, localizada no município de Cacique Doble. A sentença foi proferida na tarde de hoje pelo juiz federal substituto Joel Luis Borsuk.
Segundo o Ministério Público Federal, autor da ação, o grupo teria entrado na comunidade indígena no amanhecer do dia 13 de março de 2015, disparando tiros contra as residências do cacique e de seus apoiadores. O ataque seria uma retaliação pela expulsão da aldeia de um dos investigados e seus familiares, ocorrida cerca de um mês antes.
Durante o confronto, um dos índios teria sido atingido na cabeça, vindo a falecer dez dias depois do ocorrido. Na ocasião, um dos envolvidos nos disparos também acabou morrendo, enquanto outras pessoas ficaram feridas. O cacique recebeu três tiros no tórax, mas sobreviveu. A denúncia foi rejeitada contra um dos acusados e recebida contra os demais em junho do mesmo ano.
Julgamento durou três dias
Ao longo da instrução processual, o magistrado ouviu os acusados, quatro vítimas e dois policias federais que trabalharam na investigação, além de sete testemunhas de acusação e 19 de defesa. O julgamento iniciou na segunda-feira (20/11) e durou três dias.
Ao final dos trabalhos, o Tribunal do Júri condenou os oito réus pelo homicídio de um homem e tentativa de homicídio de outras sete pessoas. As penas impostas variaram de 13 anos e quatro meses a 29 anos e dois meses de reclusão em regime inicial fechado. Cabe recurso ao TRF4.