O Border Collie é considerado um dos cachorros mais inteligentes do mundo. Não é à toa que vemos essa raça toda hora em comerciais e filmes. Além de inteligentes, são super simpáticos, dóceis e bonitos. Para confirmar essa tese, fomos conhecer de perto as duas cachorrinhas da raça, que são consideradas pelos moradores do local, patrimônios da Rua Itália em Erechim.
As meninas “Sem Terra” e “Sem Terrinha” fazem parte da família do tutor dos animais, o empresário Pedro de Oliveira. Proprietário de um estacionamento, Pedro nos contou que as cachorras são amigas e dóceis para com todos que frequentam as proximidades do estacionamento.
“Elas realmente são dóceis e convivem harmonicamente com as pessoas. A Sem Terra tem 16 anos e tem muita gente que convive com ela desde pequena. Já a Sem Terrinha tem três anos e, apesar de não ter parentesco com a Sem Terra, herdou da irmã de coração, a simpatia, a beleza e o carinho com as pessoas”, disse o tutor dos animais.
Enquanto seguíamos com a reportagem, o aposentado Clóvis Bordin, frequentador de um estabelecimento próximo e muito amigo de Pedro, disse sem pestanejar: “As cachorras são patrimônio da Rua Itália”. A frase realmente causou impacto, pois as meninas literalmente recebem essa consideração das pessoas. “É só estacionar o carro que elas já vêm recepcionar. Lambem e pedem por carinho como uma forma de cumprimento. Elas realmente são encantadoras e expressam bem a convivência pacífica e respeitosa entre seres humanos e animais”, contou o aposentado.
Tanto é pacífica a convivência, que durante a entrevista, uma criança estendeu a mão e acariciou as cachorras, que corresponderam ao carinho com uma bela balançada na cauda. As peludas são tão simpáticas e queridas que até parecem sorrir. São realmente cães encantadores.
As cachorras recebem tanto cuidado de Pedro, que tem dois lugares onde passam os dias, além de transitarem livremente entre as pessoas, sem o menor problema. Durante o dia, quando querem descansar, elas ficam em uma peça do estacionamento, com cama e coberta para elas. À noite, para o repouso e soninho noturno, as cachorras dormem no escritório de Pedro. Cada uma com a sua caminha e cobertas para proteger do frio. Sem esquecer que elas gostam, segundo Pedro, de rádio ligado. “As cachorras gostam do rádio. Então eu deixo ligado para que elas fiquem felizes”, declarou.
Pedro tem tanto amor pelas meninas que se emociona a contar a história da mais velha. “A Sem Terra veio de uma ninhada de muitos cachorros e tinha já traçado um destino triste, já que a mãe não tinha como alimentar todos os filhotes. Então acabei ganhando ela e criei desde bebê. Fazia um preparado vitamínico receitado por um veterinário para alimentá-la. Diziam que ela não ia sobreviver. Mas para a nossa felicidade, desfrutamos de sua companhia há 16 anos”, contou Pedro emocionado.
Quando a antiga companheira da Sem Terra faleceu, a cachorrinha ficou entristecida. Sentia falta da amiga. “Os bichos são como os humanos. Eles precisam de companhia e depois da chegada da Sem Terrinha, a felicidade da Sem Terra voltou”, disse contente o aposentado Bordin.
Na hora da foto, além de Pedro e suas cachorras, Bordin também fez questão de participar do registro. Atentas e inteligentes, não tiraram o olho da câmera fotográfica. A lição que podemos tirar dessa reportagem é que o respeito deve nortear todas as relações. Se respeitarmos os animais, eles também saberão sabiamente como corresponder. Em um mundo de intolerância, o Pedro, o Bordin, a Sem Terra e Sem Terrinha mostram que o respeito e a convivência harmoniosa e pacífica só trazem resultados positivos e nos dão a esperança de que um dia teremos sim, um mundo melhor para se viver.