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Ensino

Cpers vota pela continuidade da greve

Mais de 100 professores e funcionários da região e uma escola de Erechim seguem paralisados

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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação Cpers

Mais de 100 professores e funcionários da região e uma escola de Erechim seguem paralisados

Completando 58 dias nesta quinta-feira (2), a greve do magistério estadual segue após decisão tomada pela categoria em assembleia geral realizada na última terça-feira (31) em Porto Alegre. Na região, de acordo com a diretoria do 15º Núcleo do Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers), Marisa Betiatto, 110 professores e funcionários seguem paralisados. Quanto às instituições de ensino, ela afirma que a única que está com as atividades suspensas é a Escola Estadual Érico Veríssimo, de Erechim.

A assembleia, realizada em frente ao Palácio Piratini, na capital do Estado, ocorreu após apresentação de propostas por parte do governo do Estado, em reunião realizada no início da semana. A decisão pela continuidade da greve, porém, segundo Marli, foi motivada pelo não atendimento de todas as pautas do sindicato. “Embora tenhamos alcançado alguns pequenos avanços com a nossa mobilização, ainda não tivemos nossas pautas atendidas na sua totalidade”, afirmou.

Neste sentido, Marli cita como conquistas do movimento grevista o compromisso do Estado em fazer o pagamento integral da folha no último dia do mês a partir de 30 de dezembro de 2017. Elenca ainda a retirada do artigo 35 da Constituição Estadual acabando com a obrigatoriedade de pagar em dia os salários e 13º dos servidores e, por fim, a não demissão de professores e funcionários de escolas com contratos temporários que aderiram à paralisação.

A sindicalista, que participou da assembleia, explicou ainda que as propostas apresentadas ao Comando de Greve serão avaliadas pela base em assembleias regionais. Partindo do que for decidido, o sindicato construirá uma contraproposta ao governo.

Durante a assembleia que decidiu pela greve, a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, atribuiu a apresentação proposta do governo à pressão do movimento. “A resistência e a força da nossa greve que obrigaram o governo a apresentar uma proposta. O governo poderia ter apresentado uma proposta desde o início da greve e não após 55 dias de paralisação. Agora, tem a pressa que até ontem não tinha demonstrado. Agora, a categoria precisa do tempo necessário para analisar e poder se posicionar com todo o conhecimento sobre a proposta”, pontuou. Questionada sobre a recuperação das aulas, Marli Betiatto destacou que a decisão sobre como isso será feito só ocorrerá após o término da mobilização.

Para o Estado, greve representa setores partidários

 

Em nota oficial publicada no site do governo do Estado, o secretário-chefe da Casa Civil afirma que a greve representa setores partidários e não a categoria de professores. “Ao radicalizar e manter a greve, o Cpers se divorcia ainda mais da sociedade gaúcha. É triste, mas é a realidade. A verdade é que grupos radicais, ligados ao PT e ao PSOL, estão por trás da decisão de esticar uma greve que extrapolou os limites, colocando em risco o ano letivo - ou seja, prejudicando estudantes e suas famílias. A greve tem cada vez menos adesão. Não representa a categoria dos professores, mas apenas setores militantes e engajados politicamente”, afirmou.

A nota pontua ainda que o “governo fez tudo o que podia: pagar antes os salários de quem ganha menos, propor indenização dos servidores pelo atraso, sinalizar o momento em que os salários deverão ser pagos em dia novamente e retirar de tramitação na Assembleia Legislativa uma proposta de emenda à Constituição (PEC)”, e complementa com o pedido do governo. “Os professores têm visão crítica e independência. O governo pede que voltem às aulas para que possamos continuar evoluindo. O Rio Grande precisa de todos”, completou.

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