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Segurança

Mãe e filha serão julgadas nesta quinta

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Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Arquivo/BD

Nesta quinta-feira (25), a partir das 9h20, o Tribunal do Júri da Comarca de Erechim, volta a se reunir para julgar duas mulheres acusadas de homicídio triplamente qualificado. Lisiane Ribeiro da Silva e Mara Beatriz Ribeiro da Silva - mãe e filha - respondem pela morte de Patrícia Giovana de Camargo Bolis (20), vítima de estrangulamento ocorrido na tarde do dia 23 de fevereiro, no Bairro Linho, em Erechim.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, baseada no inquérito da Polícia Civil, o crime ocorreu em frente a residência das acusadas, após uma breve discussão. Mãe e filha teriam começado a agredir Patrícia, que ao cair no chão, acabou sendo estrangulada até a morte. As agressões iniciaram na parte externa da residência Patrícia morreu no meio da rua.

De acordo com o inquérito policial, a briga teria sido motivada por uma desavença entre Patrícia e Lisiane, que eram colegas de trabalho. Mãe e filha não foram presas em flagrante, mas a Justiça decretou a prisão preventiva das suspeitas 19 dias após o crime. Mara Beatriz aguarda o julgamento em prisão domiciliar devido à idade avançada e por não ter antecedentes, enquanto Lisiane permanece recolhida ao Presídio Estadual de Erechim.

O juiz Marcos Luiz Agostini, titular da 1° Vara Criminal de Erechim, aceitou as qualificadoras do crime apontadas pelo Ministério Público na acusação, que foram, "motivo fútil, em que as rés, em seus interrogatórios, admitiram que as agressões foram provocadas por desavenças ocorridas no trabalho; meio cruel, pelo fato da morte ter ocorrido devido a asfixia mecânica por esganadura e utilização de recurso que dificultou a defesa da ofendida que, embora tenha ido até a residência das rés, há a possibilidade de que esta não esperasse pela reação das acusadas.

Em depoimentos prestados à Justiça na fase de instrução processual, Mara Beatriz e Lisiane negaram a intenção de matar Patrícia e afirmam que queriam apenas imobilizá-la, pois tinham medo de que ela voltasse a tentar agredi-las.

A expectativa de tempo de juramento é de mais de 12 horas, podendo finalizar o júri por volta das 22hs. A defesa das rés será feita pelo advogado Ramiro Kunze, que antecipou à reportagem do Bom Dia que pedir a absolvição sumária das rés, sustentando que as acusadas agiram em legítima defesa. A acusação do processo será feita pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira, representante do Ministério Público. A sessão será presidida pelo juiz Marcos Luiz Agostini. O resultado do júri você acompanha em nossa edição impressa desta sexta-feira (27).

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