Uma troca de tiros entre gangues rivais no início da tarde desta terça-feira (24), deixou uma pessoa ferida e provocou o fechamento da unidade de saúde do Bairro Progresso. A vítima do disparo de arma de fogo, identificado como Elias Gabriel Alves Borges(21), disse para a polícia que passava no local no momento que foi atingido por um tiro. Ele foi encaminhado para a Fundação Hospitalar Santa Terezinha, onde passou por exames, que constataram que o tiro atingiu de raspão Borges. Após ser medicado, foi liberado.
Várias viaturas foram deslocadas para tentar localizar os seis envolvidos na troca de tiros, mas apenas um jovem foi reconhecido por participação no crime e foi conduzido para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para a realização do registro. Com ele os militares não encontraram nenhuma arma.
O tiroteio deixou muita gente assustada e provocou o fechamento da unidade básica de saúde. A medida foi adotada para garantir a segurança dos médicos, enfermeiros, pacientes e familiares. De acordo com nota divulgada pelo Sindicato Médico do RS, várias crianças que aguardavam atendimento no local tiveram que ficar agachadas para não serem atendidas por balas perdidas. Segundo relatos de médicos, esta não é a primeira vez que o posto é alvo de tiroteios na região.
Nota oficial
Devido à ocorrência, o posto de saúde precisou ser fechado para atendimento, a fim de garantir a segurança dos médicos, enfermeiros, pacientes e familiares. Várias crianças que aguardavam atendimento no local tiveram que ficar agachadas para não serem atendidas por balas perdidas. Segundo relatos de médicos, esta não é a primeira vez que o posto é alvo de tiroteios na região.
Com esse novo caso, o SIMERS contabiliza 23 ocorrências dentro ou no entorno de hospitais e postos de saúde no Estado em 2017. Do total, 11 casos ocorreram fora da Capital. Desde 2014, conforme levantamento da entidade médica, já são 85 ocorrências em todo o Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, são 53 casos no período.
O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, reforça que os casos de violência próximo ou nas unidades de saúde são uma dura realidade. "Os profissionais que atuam nesses locais não sabem mais se irão retornar para casa com segurança. Se neste caso fossem profissionais do programa Médicos Sem Fronteiras, no qual há proteção dos dois lados, eles já teriam se retirado. Portanto, temos que pensar se é necessário manter serviços de saúde em locais onde o Estado não tem controle", afirmou