Nesta quinta-feira (18), a partir das 9h20, o Tribunal do Júri da Comarca de Erechim, volta a se reunir para julgar o réu Fabrício Jose Borges (37), acusado de assassinar Dejair Padilha (26). O crime praticado com arma de fogo ocorreu no dia no 1° de maio de 2009, por volta das 17h, Rua Santa Anita, Bairro Progresso, em Erechim.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, baseada no inquérito da Polícia Civil, o crime ocorreu na residência da vítima e foi testemunhado pelos dois filhos e a companheira de Dejair, que ainda tentou se defender empurrando uma geladeira em direção de Fabrício. Poré, Dejair foi agarrado e conduzido até o pátio, onde foram efetuados mais disparos, culminando com a sua morte. O acusado teria efetuado mais um disparo de arma de fogo, antes de empreender fuga do local.
Borges, na fase de investigação policial, admitiu ter efetuado disparos contra a vítima e alegou legítima defesa. Em juízo, manteve a mesma versão, dizendo que chegou na casa da vítima e viu Dejair carregando uma arma. Segundo o acusado, temendo ser alvejado pelos disparos, investiu contra Padilha para desarma-lo, momento em que ambos entraram em luta corporal e de acordo com Fabrício ouve o disparo. Segundo a versão da esposa da vítima, Dejair não teria desavença com o acusado, mas sim com seu cunhado.
Conforme inquérito policial e denúncia do Ministério Público, Fabrício utilizou-se de recurso da surpresa que dificultou a defesa da vítima, pois o réu Fabrício adentrou na residência de Dejair e passou a efetuar disparos de arma de fogo em sua direção, sendo o ataque totalmente inesperado pela vítima, que estava com a família dentro de sua própria casa.
Devido a impossibilidade da defensoria publica, o advogado Erico Alves Neto, de Erechim, foi indicado para exerce o papel de defensor dativo. Conforme o Neto, a defesa ira requerer absolvição sumária do acusado, com base na legítima defesa, além da injusta provocação por parte da vítima. A acusação do processo será feita pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira, representante do Ministério Público. A sessão será presidida pelo Juiz Marcos Luiz Agostini.