No sábado (7) aconteceu nos três estados da região sul do Brasil, consulta popular para transformar num país independente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Em Erechim, segundo os organizadores do movimento “O Sul é Meu País” o objetivo era atingir 5% dos eleitores, em torno de 3.850 votos. Mas após o escrutínio este número ficou abaixo do esperado, com 1438 votantes, sendo 1411 (98,12%) pela independência dos três estados e 27 (1,88%) votaram pela não separação.
Um dos motivos da baixa procura é que incialmente era para ter urnas em oito lugares, porém alguns mesários desistiram e apenas cinco funcionaram em Erechim: na Avenida Sete de Setembro em frente ao Master Sonda Shopping, Parque Longines Malinowski, Tamanini no Bairro Três Vendas, na Rodoviária Interestadual e na Associação de Moradores do Bairro Atlântico.
Desta forma, muitos que procuraram às urnas no centro da cidade acabaram não encontrando e consequentemente não votando.
Além da consulta popular os organizadores estão coletando assinaturas para a realização de uma consulta formal nas eleições de 2018. Para isso ocorrer é preciso protocolar nas assembleias legislativas dos três estados até maio do ano que vem para que se transforme num Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP)
No site oficial do Plebisul, até o fechamento desta edição, tinha apurados 345.316 votos nos três estados, bem abaixo dos 616 mil votos do ano passado. Destes 332.067 (96,16%) votaram pelo Sim, querendo a independência. Pelo Não foram 13.249 votos (3,84%). Mas ainda faltam urnas para serem apuradas já que 84,30% havia sido lançadas e 83,36% auditadas, e esses números podem subir um pouco.
De acordo com Michel Sostizzo, Presidente do Comitê Municipal em Erechim, “mesmo com todas as adversidades e não ter alcançado a meta municipal fizemos o nossos dever como cidadão ao mostrar nossa indignação com o governo federal. Criticando o pacto federativo, cutucamos a ferida da autodeterminação dos povos, garantida no artigo 1º do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. Muitos não entendem, mas nosso clamor não é dirigido à Brasília, e sim a entidades internacionais. Cabe ressaltar que tivemos bom número de assinaturas do PLIP (Projeto de Lei de Iniciativa Popular) que deve adentrar nas câmaras legislativas em um futuro próximo”, finaliza.