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Segurança

Policiais civis aderem à greve estadual

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Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Davi Martinelli

Policiais civis de todo o Alto Uruguai aderiram à greve da categoria deflagrada neste segunda feira (9) em todo o Rio Grande do Sul. O movimento é uma reação ao parcelamento dos salários dos servidores públicos. A mobilização deve se manter até o dia 17.  Neste mês o governo do Estado adotou pagamento de salários dos servidores que recebem até R$ 2,5 mil. O pagamento integral dos demais salários devem começar nesta quarta-feira (11).

Ainda não há um balanço oficial sobre a adesão do primeiro dia de greve dos policiais civis no Rio Grande do Sul, nem pelo governo, nem pelo sindicato da categoria, mas o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil do RS (Ugeirm), Isaac Ortiz, fala em grande adesão em todas as regiões do Estado. "As informações que chegam é de grande mobilização", diz. Segundo Ortiz, a paralisão está demonstrando força porque trata-se de uma greve construída com toda a categoria e não de uma "invenção do sindicato". "Esse descaso com a Segurança Pública do governo Sartori também foi construído", afirma.

Nesse primeiro dia de paralisação, Ortiz afirma que a recomendação para os servidores da Polícia Civil é comparecerem nas delegacias e acolherem todas as pessoas que procurarem a polícia, informando-os sobre a paralisação e atendendo todos os crimes contra idosos, crianças, mulheres e contra a vida. "O que deixará de ser feito é o serviço cartorial, investigações, operações, prisões e o atendimento a crimes de menor potencial ofensivo", diz o representante da categoria.

Em entrevista ao Jornal Bom dia, o inspetor e representante da Ugeirm, Everton Debres, informou que toda a região do Alto Uruguai aderiu a paralisação que tem a possibilidade de terminar nesta quarta-feira (11). "O salário vem sendo parcelado há 22 meses, mas este último mês não recebemos nada. A greve também se aplica a demora na promoção dos servidores que acontece duas vezes ao ano e já existem quatro listas atrasadas, além da aposentadoria, que devem se regularizar nos próximos dias," disse Debres. 

O movimento grevista manterá os atendimentos de urgência e emergência no período que durar a greve, o que representa a manutenção 30% de cada órgão da PC, quando houver a necessidade de atuação pela emergência e urgência. O objetivo é garantir a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. Casos envolvendo mulheres, crianças e idosos, além de latrocínio e homicídio continuam sendo atendidos.  

Em frente ao plantão da Polícia Civil, o primeiro tenente da reserva da Brigada Militar e presidente da Associação dos Inativos do 13° BPM, Israel Bresola, dava apoio ao movimento que atinge a todos os servidores da segurança pública. Segundo o brigadiano aposentado a região tem mais de 300 inativos que também estão recebendo seu salário parcelado. "Muitos colegas estão em situação difícil. Todos temos deveres e obrigações e devemos apoiar os colegas", disse Bresola. Com um cartaz, a associação repudia o parcelamento do salário do funcionalismo. 

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