Amanhã (5), o Brasil entrará em campo em mais uma partida válida pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. A Seleção Brasileira irá enfrentar a Bolívia no Estádio Hernandes Siles em La Paz, às 17h. Para os gaúchos a principal atração do jogo é o gremista Arthur. Está é a primeira vez que o meio-campista é convocado e poderá estrear ainda no primeiro tempo.
Há pouco mais de um ano, a Seleção Brasileira passava por um momento conturbado. A seleção deixava a desejar, os jogadores não estavam unidos e muitos culpavam o antigo técnico, Dunga. Os estádios não lotavam, a torcida não apoiava e a situação era crítica. Os inúmeros empates deixaram a seleção com nove pontos em seis rodadas, ocupando o fatídico sexto lugar da tabela e podendo não classificar-se para a Copa de 2018. Os jogadores já não estavam mais motivados e havia chegado a hora de apostar em uma mudança.
A reformulação começou com a vinda de Tite. No comando da seleção, o gaúcho mostrou a força que o Brasil tem. Aquela força que conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo. De uma seleção desacreditada para a primeira colocada das eliminatórias e vaga carimbada para a Rússia.
O atual técnico já havia mostrado a sua capacidade em treinar. Iniciou sua carreira comandando Guarany de Garibaldi, aos poucos ficou conhecido no Rio Grande do Sul e passou a ser cobiçado por grandes clubes nacionais e internacionais. Teve passagens importantes na história da dupla GreNal, mas foi em São Paulo que o gaúcho tornou-se amado. O bando de loucos do Corinthians não apenas adotou Tite, como também transformou-o em ídolo. E com o grande destaque no comando do time paulista, Adenor Leonardo Bachi passou a ser cogitado para comandar a seleção.
A alegria surgiu no comando de Tite, e dentro de campo essa mudança fazia toda a diferença. Engana-se quem pensa, que essa foi a única transformação que a seleção sofreu. Tite fez grandes mudanças no elenco, trouxe a convocação de jogadores ‘esquecidos’ pelos torcedores. Empolgada com as mudanças, a torcida passou a lotar os estádios e incentivar o time. Acreditou nas grandes promessas que estavam surgindo, sem esquecer os veteranos que também defendem a seleção canarinho.
Tite é a prova de que um time desacreditado pode dar a volta por cima. Faltam apenas duas rodadas para as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 terminar. E o sonho do hexa está mais vivo do que nunca.