Nesta quinta-feira (04), a partir das 9h20, o Tribunal do júri da Comarca de Erechim, volta a se reunir para julgar o réu Everton Giro, vulgo "Dede" (26), acusado de assassinar Celso Caru (47). O crime praticado com arma de fogo ocorreu no dia no dia 30 de dezembro de 2013, por volta das 00h30min, na Avenida Santo Dal Bosco, nas proximidades do Clube Círculo Operário.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, baseada no inquérito da Polícia Civil, o réu teria praticado o crime motivado por uma desavença entre as partes. O homicídio ocorreu após um desentendimento anterior havido entre denunciado e vítima no interior do estabelecimento onde estava sendo realizado um baile. Após uma briga entre vítima e réu, ambos foram retirados do local. Do lado de fora, Everton teria ido até o seu carro, buscou uma arma, aproximou-se de Celso e efetuou os disparos que vitiram Celso. Após praticar o crime o réu fugiu do local.
Em depoimento na fase de instrução processual, Everton Giro negou o crime. Disse que não assassinou Celso, que não conhecia a vítima e que havia saído do baile antes de ter ocorrido o assassinato. "A gente vai no baile para se divertir e não para brigar, e eu tava passando na hora dai o segurança achou que eu tava brigando. Daí ele me tirou para fora, eu simplesmente saí e fui para casa a pé," alegou Everton.
Segundo a versão da esposa da vítima, ela teria ido ao banheiro e quando retornou, seu marido estava sendo agredido por várias pessoas, antes de ser tirado do baile. "Fui no banheiro e daí quando eu voltei, tinha um monte de gente batendo nele. Me seguraram e botaram ele pra fora, e o Everton também e depois o Celso. Aí quando eu corri até o portão eu ouvi os disparos. Quando eu olhei uns 100 metros longe na esquina já, estava o Celso caído no chão e eu vi o Everton correndo entrando dentro do Monza", relatou a companheira de Celso.
A defesa será feita pela Defensoria Pública, que requereu a impronúncia do réu por insuficiência de provas ou indícios suficientes de autoria ou de participação para levasse o acusado a julgamento perante o Tribunal do Júri
A acusação do processo será feita pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira, representante do Ministério Público. A sessão será presidida pelo Juiz Marcos Luiz Agostini.