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Ensino

Escolas de Erechim seguem mobilizadas

Sindicato aprovou continuidade da greve e professores ainda discutem adesão ao movimento

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cpers
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Sindicato aprovou continuidade da greve e professores ainda discutem adesão ao movimento

Um mês após ser iniciada, a mobilização dos professores do magistério estadual segue em parte das escolas de Erechim. A decisão de dar continuidade à greve deflagrada pelo Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers) aconteceu em assembleia geral da categoria, realizada na última sexta-feira (29), em Porto Alegre, dando novos desdobramentos ao movimento na cidade polo do Alto Uruguai. Segundo o 15º núcleo do sindicato, pelo menos quatro escolas da rede estadual seguem com as atividades paralisadas parcial ou integralmente: JB, Haidée Tedesco Reali, Bela Vista e Santo Agostinho. Outras ainda mantém a realização de aulas em períodos concentrados.

Para a tarde desta terça-feira (3), está programado um conselho regional ampliado na sede do núcleo em Erechim, no qual devem participar professores de Erechim e região. Na pauta está a avaliação da greve e o planejamento das próximas mobilizações. De acordo com a diretora regional do Cpers, Marisa Inês Betiato, o sindicato deve dar sequência às ações de mobilização. “Já temos várias visitas em escolas já agendadas e seguiremos mobilizando a categoria contra projetos que tiram o direito dos trabalhadores”, ressaltou.

Questionada sobre a decisão do Estado de priorizar o pagamento de servidores com menores salários (até R$1,7 mil), a sindicalista elencou dados do Dieese, salientando que neste formato, apenas 19,7% dos professores e 48% dos funcionários foram pagos na última sexta-feira. “Apesar de não termos parcelamento, a maioria dos professores segue sem pagamento, assim como mais de metade dos funcionários”, pontuou. Os servidores que recebem até R$ 4 mil deverão receber a partir do dia 7 e os demais só depois do dia 17 de outubro.

Na manhã de ontem (2), o núcleo de secretários da Coordenação de Governo recebeu as lideranças das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) para dialogar sobre a situação financeira do Estado e as medidas que estão sendo tomadas para o equilíbrio financeiro e fiscal do Rio Grande do Sul. A reunião teve como objetivo principal comunicar aos coordenadores que o canal de diálogo entre o governo e as escolas se mantém aberto, e também alertar para os riscos ao ano letivo causados pela greve de professores.

Corte do ponto

Na última sexta-feira (29), o governo do Estado divulgou nota explanando sua decisão de cortar o ponto de servidores grevistas, argumentando que até aquele dia 47% dos servidores da Educação já haviam recebido seus salários integralmente e que até 11 de outubro o pagamento da maioria estaria quitado. Ao definir o movimento deflagrado pelo Cpers como “tentativa de gerar tensão social”, afirmando ser este comandado por “atores políticos que agravaram a atual crise quando estavam no governo”, a nota pontuava ainda que os envolvidos “não estão preocupados com a educação, mas com seus próprios objetivos eleitorais”.

No dia seguinte, porém, o comando de greve do Cpers divulgou nota comunica que o sindicato ganhou um mandado de segurança contra o corte do ponto dos educadores protocolado pela assessoria jurídica do sindicato no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

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