Ações visam conscientizar a comunidade escolar e debater a educação
O Colégio Mário Quintana de Barão de Cotegipe, realizou na tarde desta segunda-feira (18), uma aula pública nas dependências da escola. Integrantes da comunidade escolar como alunos e seus familiares, professores e funcionários participaram do evento que abordou questões relacionadas à greve do magistério gaúcho.
Na ocasião, representantes do sindicato da categoria (CPERS) falaram sobre medidas adotadas pelo governo do Estado que prejudicam os profissionais da área. Foram elencadas as PEC´s que estão em trâmite na Assembleia Legislativa, que ferem frontalmente os servidores públicos, como a retirada das datas de pagamento do salário, bem como a exclusão da “Licença Prêmio”, dificultando a formação e especialização de professores.
Segundo a diretora do CPERS, Marisa Betiato “a categoria merece respeito, assim como o serviço que ela presta à sociedade gaúcha. É muito importante que tenhamos clareza do que está ocorrendo por parte do governo nesse momento. Além do desrespeito com o funcionalismo, através do 21° mês de parcelamento de salários, há uma onda de privatizações com o intuito de enfraquecer o Estado e a participação da sociedade em debates fundamentais”, destacou.
Já o professor da UFFS Humberto José da Rocha, realizou uma fala durante a aula pública resgatando a importância da luta e da construção de movimentos sociais em torno da educação no Brasil. “As conquistas que o país teve ao longo de sua história sempre foram resultado de muita luta, de muita mobilização e debate. Agora não será diferente. É o momento certo da comunidade escolar entender que a luta dos educadores não é apenas por salários, ou condições de trabalho, mas também é fundamental destacar que essa luta é sobre a educação e a forma como as gerações vão se estruturar, uma vez que a desigualdade social leva a resultados cada vez mais desiguais”, afirmou em sua fala, o professor.
Após a aula pública, professores e comunidade escolar foram até o centro da cidade e realizaram um ato de conscientização coletiva, entregando material sobre os motivos da paralisação à população.
Tais ações foram organizadas pelos grevistas do Colégio Mário Quintana, que estruturaram uma comissão que se encontrará semanalmente para discutir o andamento da paralisação. Segundo um dos integrantes desta comissão, professora Viviane Tussi “essa foi uma decisão unânime dos colegas das séries finais do Ensino Fundamental e Médio, vamos nos manter fortes e na certeza de que a comunidade escolar assimilará a importância de nossa luta pela educação. Não há previsão para retorno, manteremos contato direto com o sindicato da categoria, e com nossos colegas para definirmos maiores desdobramentos”, explicou.