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Do campo para os flashes

Enquanto sonha em ser modelo, jovem de Barão de Cotegipe realiza projeto social com agricultoras

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Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O agricultor familiar Diego Chmiel (21), é filho de agricultor e de uma professora de Barão de Cotegipe. Formado em Ciências Contábeis, ele trabalha durante o dia com o pai na pecuária de corte, em uma área de 36 hectares, no Povoado Wavruch. Também faz os trabalhos administrativos da propriedade na cidade. Mesmo com toda sua rotina no campo, ele também guarda um sonho: o de ser modelo. Diego, já realiza alguns trabalhos, mas ainda almeja ser bastante reconhecido.  Atualmente, presta consultoria para uma empresa de cosméticos e modela. Diego diz que o homem do campo nem sempre tem destaque, por isso quer quebrar barreiras.

Sem condições financeiras para se manter em uma grande cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro à espera de trabalhos como modelo, optou por permanecer no meio rural e ajudar a família na lida no campo. E como uma estratégia de marketing para trabalhos como modelo continua realizando ações sociais desde que participou do concurso de Mister RS 2017.

O concurso de beleza não visa somente o lado estético, mas também ações sociais. Na época em que participou do Mister RS, por exemplo, ele realizou uma ação social visando à doação de sangue. “É difícil, mas é gratificante. Quero ajudar as pessoas, e também quero ter fama. E se der para fazer as duas coisas juntas, melhor ainda”, diz.

Quando uma amiga da família lhe pediu para pensar em uma atividade para as mulheres rurais da comunidade já que pratica esportes, Diego pensou em unir uma prática divertida já que seria um encontro das mulheres para lazer e também para um exercício esportivo e escolheu a zumba. Batalhou até encontrar uma professora de educação física que ministrasse aulas a um preço acessível, uma vez por semana, no salão comunitário do Povoado Wavruch. E, a turma que iniciou com 12 participantes há dois meses, hoje já chega a 32 pessoas. São alunas 12 a 62 anos. São crianças e donas de casa que trabalham também nas lavouras durante a semana e tem este momento de descontração. “Além de ser bom para a saúde, é um momento de diversão entre elas, o que é raro na comunidade”, diz.

Ele conta que é muito gratificante participar das aulas e ver a alegria das alunas em se encontrar e descontrair durante alguns minutos. Por conta disso, explica que seria interessante outras comunidades de diferentes municípios também oferecerem atividades semelhantes para as mulheres do meio rural.

 

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