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Piazinho - O fiel companheiro do frentista Estevam

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Piazinho - O fiel companheiro do frentista Estevam
Por Karine Heller
Foto Karine Heller

Ao conhecermos a história de amizade do frentista Estevam Sarnowski e do cão Piazinho Maroto, percebemos que a adoção foi recíproca. Estevam tem 70 anos, é frentista há 44 anos e sua amizade com o Piazinho começou há pouco mais de quatros anos atrás.

“Ele apareceu aqui no posto. Acredito que deve ter sido abandonado. Quando nos conhecemos um adotou o outro. Eu adotei o Piazinho e ele me adotou. É meu amigo fiel, meu companheiro de todos os dias. Me acompanha sempre no trabalho e em casa. Temos uma amizade muito linda e tenho certeza que o amor dele é o mais sincero. Tenho certeza também que o meu Piazinho é muito melhor que muitos seres humanos, especialmente aqueles que abandonam os animais a própria sorte como se os bichinhos fossem descartáveis. Quem faz isso não tem coração”, contou Estevam.

É visível a amizade entre os dois. Entre uma pergunta e outra, durante a reportagem, por diversas vezes o Piazinho abraçava a perna de Estevam. Além disso, o cão é extremamente protetor. Realmente é como se o Estevam fosse dele. Em nenhum momento conseguimos nos aproximar muito do frentista que defende e protege o seu tutor.

Inteligente e extremamente obediente, Piazinho atende a todos os comandos de Estevam. Todos os dias os dois tem a mesma rotina. Saem juntos de casa e passam juntos o dia no posto. Ao retornar para sua casa, lá vai o Estevam, com o Piazinho ao lado.

Piazinho é praticamente funcionário do local. Adivinhem quem recebe o jornal Bom Dia todas as manhãs no posto? O Piazinho é claro! Assim que o entregador chega, lá vai o cão buscar o jornal e o entrega nas mãos de Estevam. Perguntamos se haviam treinado o cachorro e a resposta foi não.

“Ele aprendeu tudo sozinho. É muito inteligente. Além de obediente parece até que sabe as horas. Depois que o Piazinho chegou lá em casa nunca cheguei atrasado no trabalho. Uns cinco minutos antes de sair para o posto ele já está latindo no portão, como quem diz: vamos trabalhar. Aqui no posto não incomoda nada. Pelo contrário. Até ajuda. Ele traz as coisas, fica ao meu lado e todos que vem aqui se encantam com ele”, declarou o frentista.

Mas o Piazinho não é o único cão adotado na família de Estevam, que vive com a esposa e uma filha. “Além do Piazinho, temos o Tedy e o Totózinho. Todos foram adotados. Foram abandonados próximo à rodovia e eu não podia fazer outra coisa que não fosse salvar os bichinhos e dar a eles um lar e uma família. Eu não entendo o que leva uma pessoa a abandonar um ser vivo. Eu gostaria que isso não acontecesse mais. É muito triste ver os bichinhos na rua perdidos e sem rumo. Não sei nem o que dizer. Só pedir que as pessoas não abandonem os animais. Eles têm sentimento e não merecem sofrer. As pessoas podem até não gostar de bichos, mas precisam respeitar os animais”, concluiu Estevam.

Que tal contar a sua história e de seu pet?

Histórias como a do Piazinho, da Lili, do Paguinho, do Vovô, do Fredy, todos adotados após o abandono, já foram contadas para o nosso leitor. Se você viveu uma história assim e quer compartilhar com as pessoas para incentivar o não abandono e a adoção consciente, envie um e-mail para jornalismo@jornalbomdia.com.br. Vamos ficar muito felizes em conhecer e contar a história do seu pet no Bom Dia.

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