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O perigo da Leishmaniose

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O perigo da Leishmaniose
Por Médico veterinário Wesley Maia
Foto Divulgação

O perigo da Leishmaniose

Médico veterinário Wesley Maia

CRMV-RS 14028

A Leishmaniose é uma zoonose, transmitida pela picada do mosquito palha, que pode causar alterações dermatológicas (perda de pelos no focinho, orelha regiões dos olhos), crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, dependendo da evolução podendo levar o animal a óbito. O cão pode estar doente e o proprietário não percebe. Existe tratamento, porém NÃO HÁ CURA, a prevenção sempre é a melhor opção. Os cães são os principais hospedeiros da doença, que pode ser transmitida a seres humanos.

A Leishmaniose é desconhecida por muitas pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, 90% dos casos da América Latina ocorrem no Brasil. Entre 2009 e 2013, 18 mil casos foram confirmados em humanos. A transmissão ocorre pela picada das fêmeas infectadas do mosquito Lutzomyia longipalpisI (mosquito palha). Durante o reparto sanguíneo em um hospedeiro vertebrado infectado o flebotomíneo ingere as formas amastigotas da Leishmaniose, no intestino do vetor ela transforma-se em forma promastigota que é a forma infectante.

O mosquito é a única forma de transmissão. O grande problema desta enfermidade é a negligência, 60% dos animais são infectados, mas não tem sintomas. A doença pode ficar incubada de 3 meses até 6 anos, geralmente o proprietário só procura o veterinário quando o animal já tem os sintomas. Em 2015, foram 40 mil cães sacrificados com Leishmaniose, fora os animais que não são diagnosticados e não são tratados. Em regiões endêmicas, a taxa de mortalidade de seres humanos é elevada.

Existem exames específicos para o diagnóstico da Leishmaniose, se o resultado for negativo devemos partir para a prevenção. Se for positivo o tratamento deve ser iniciado e mantido para o resto da vida.

Prevenção

Os repelentes e coleiras são os mais indicados pelos veterinários, mantendo o cão protegido por até quatro meses auxiliando no controle de carrapatos, pulgas e moscas. Prevenir é o caminho mais simples e efetivo para garantir a saúde e bem-estar de todos.

Vacinação

A vacina é indicada para cães a partir dos quatro meses de idade clinicamente sadios e sorologicamente negativos para a Leishmaniose. O animal deve ser vacinado com três doses em intervalos de 21 dias e a revacinação é anual.

Tratamento

O Ministério da Agricultura e da Saúde aprovaram no Brasil a comercialização de um medicamento para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina. O medicamento Milteforan reduz significativamente a quantidade de parasitas e o cão deixa de ser transmissor da doença, mas a leishmania permanece em seu organismo.

O animal deve ser monitorado pelo médico veterinário com exames clínicos e laboratoriais além da repetição do tratamento para manter os níveis baixos da quantidade de parasitas.

Leishmaniose diagnosticada em Erechim

No mês de março de 2017, foi diagnosticado um caso da doença em Erechim. Foi o primeiro caso confirmado através de exames específicos com laudo final confirmando o diagnóstico positivo, através do médico veterinário Wesley Maia. O animal já havia sido atendido por alguns profissionais que não haviam detectado a doença. Por isso é muito importante procurar centros clínicos especializados e equipados para o diagnóstico correto em caso de suspeita da doença. Nesse caso o animal teve que ser sacrificado, pois estava em estágio avançado e para evitar a disseminação e transmissão para a família, e consequentemente para mais animais e mais pessoas.

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