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Segurança

Homem é condenado por homicídio qualificado

Elias Pinheiro foi acusado de assassinar Evandro Vettori no ano de 2013

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Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

O Tribunal do Juri de Erechim julgou hoje (6), um caso de homicídio qualificado contra Evandro Vettori, ocorrido em 1º de abril de 2013. O acusado foi o pedreiro Elias Pinheiro, de 33 anos, que atualmente está preso em razão de outros processos. 

A sessão foi presidida pelo juiz Marcos Luís Agostini. Pela acusação atuou o promotor Gustavo Burgos de Oliveira. Na defesa esteve a defensora pública Raquel Fellini. Já o corpo de jurados esteve composto por sete pessoas (quatro homens e três mulheres). O julgamento foi acompanhado por uma familiar da vítima.

Sentença

A sentença judicial ocorreu por volta das 13h e o acusado foi condenado por homicídio qualificado. A pena prevista é de 14 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. O réu, que pode recorrer da decisão, segue recolhido no Presídio Estadual de Erechim.
 

Sobre o caso
Conforme a sentença de pronúncia da juíza Adria Josiane Müller Gonçalves Atz, expedida no dia 12 de dezembro de 2013, o crime teria ocorrido em via pública, na Rua Jacarandá, em Erechim, e o denunciado, Elias teria assassinado Evandro Vettori, desferindo-lhe vários disparos com arma de fogo, a qual foi apreendida mais tarde em outra residência. A vítima foi atingida por três tiros na cabeça e um no peito. 
Ainda de acordo com os autos, o denunciado teria utilizado de recurso que dificultou a defesa da vítima, não permitindo a esta a adoção de qualquer gesto defensivo, tendo em vista que Elias aproximou-se e, de forma súbita desferiu vários disparos de arma de fogo.
No dia 23 de julho de 2013 foi acolhida a representação, sendo decretada a prisão preventiva de Elias, a qual foi efetivada no dia 25 de julho e revogada em dezembro do mesmo ano. 

Réu negou a autoria

Durante o depoimento, o réu Elias Pinheiro afirmou que não conhecia a vítima e negou a autoria do crime. Para o juíz ele disse ainda, que na hora do crime estava em casa com a mãe, irmãos e uma ex-companheira.
Ele está preso em razão de outras condenações, que representam um período de 24 anos e seis meses de reclusão por homicídio. No total Elias possui antecedentes por porte ilegal de arma e homicídio.
Após o depoimento, o acusado acompanhou o início da exposição do promotor. Contudo, em razão de ter interferido no momento destinado à autoridade, o juiz determinou a retirada do réu do plenário. 

Para promotor os álibes eram falsos
No momento do debate, o promotor Gustavo Burgos de Oliveira relatou que, segundo informações de testemunhas, o acusado não estava em casa no momento do crime, fato que, segundo o promotor comprova que o álibe utilizado foi falso. 
Para Gustavo, a prova da autoria está na questão em que testemunhas teriam visto Elias chegar ao local armado e depois ouviram barulho de tiros. "A irmão negou que estivesse em casa com ele e disse que ele não estava em casa. O empregador disse à polícia que o acusado não teria comparecido ao trabalho no dia do crime", disse.
Ainda segundo o promotor, a vítima não era considerada uma pessoa agressiva.   

Defesa questionou possibilidade de condenação 
Durante sua exposição, a defensora pública Raquel Fellini, citou inicialmente que compreendia a situação do réu em estar sendo acusado por algo que diz não ter cometido. 
Ao mesmo tempo, salientou que não há nada que ligue o acusado à vítima. Raquel reforçou que, segundo a lei, não é possível condenar alguém considerando apenas as provas policiais. 
O argumento da defesa considerou ainda, que a vítima havia recebido ameaças de outras duas pessoas no dia 24 de março. O réu disse não conhecê-las.
Para a defensora, os homens que disseram ter ouvido barulho de disparo e que prestaram depoimento na polícia e posteriormente em juízo, são usuários de drogas e, por isso, pode haver dúvidas quanto a real percepção dos fatos.   

Condenações

Junto às outras condenações, o acusado pode cumprir a mais de 40 anos de pena. 

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