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Ensino

Professores do JB se mobilizam contra parcelamento de salários

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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins

De hoje até a próxima terça-feira (5), estudantes da Escola Estadual José Bonifácio – JB – de Erechim terão aulas somente até o intervalo. De acordo com o corpo docente da instituição, todas as aulas serão ofertadas em períodos concentrados de 30 minutos cada. A iniciativa foi a forma que os professores encontraram para se mobilizar contra o parcelamento de salários, visto que o governo do Estado iniciou hoje o pagamento de agosto depositando R$ 350 para cada matrícula dos servidores vinculados ao Executivo.

A decisão de iniciar esta mobilização aconteceu ainda pela manhã. Em nome dos demais docentes, a professora Sonia Fitarelli, destacou que a decisão não havia sido planejada, tendo sido motivada diante da indignação da categoria. “Chegamos hoje pela manhã na escola e nos encontramos todos revoltados e indignados com a situação. A decisão foi tomada em conjunto por entendermos que receber este valor, desta forma, é uma humilhação para toda a categoria que diariamente está aqui trabalhando. Isto não é uma greve, mas um ato motivado pela nossa indignação e humilhação diante da atitude do governo ao fazer isto com nosso salário”, enfatizou.

A decisão foi informada aos estudantes, que em seguida foram liberados. Antes, porém, os pais e responsáveis foram avisados para que pudessem ir até a escola buscar os filhos. A diretora do JB, Susie Moreira, destacou que o posicionamento da direção é de compreensão. “Acatamos e, principalmente, entendemos a decisão dos professores. Estamos trabalhando para nos organizarmos da melhor forma possível quanto às aulas e pedimos neste momento a compreensão dos pais e responsáveis. Sabemos que há transtornos, mas precisamos neste momento de apoio diante da situação”, pontuou.

O professor Cristiano Oldoni também ressaltou o pedido de compreensão por parte das famílias. “Vivemos um paradoxo, pois se por um lado percebemos a empatia dos estudantes que, junto conosco, se sensibilizaram e entenderam nossas motivações quando explicamos o porquê de estarmos nos mobilizando, por outro temos sentido a reclamação das famílias. É por isso que pedimos, nesse momento, que pais e responsáveis reflitam um pouco sobre isso, sobre o quanto é grave que nossa educação seja tratada deste jeito e sobre o quão humilhante é para um profissional que se dedica a ensinar receber esta quantia depois de ter trabalhado o mês inteiro”, complementou.

Ainda pela manhã a diretora do Cpers, Marisa Betiato, esteve em reunião com os professores da instituição. O sindicato da categoria orientou que fosse efetuado um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil, embasado em um texto elaborado pela assessoria jurídica criminal da entidade. Além do JB, no decorrer do dia a diretora do Cpers deve visitar demais escolas de Erechim a fim de mobilizar a categoria.

Sobre a mobilização, coordenador da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Alencart Loch se posicionou que entende a mobilização como um direito da categoria. “É um direito deles se manifestarem e respeitamos. Aguardamos agora a apresentação de um calendário de recuperação de aulas para que os estudantes não sejam prejudicados”, pontuou.

Sobre o parcelamento

Conforme notícia no site do governo do Estado, “contando com pouco mais de R$ 221 milhões em caixa, a Secretaria da Fazenda conseguiu creditar apenas as duas primeiras faixas de uma folha líquida que fechou o mês em R$ 1,143 bilhão (sem considerar as consignações e tributos)”.

A notícia destaca ainda que a previsão é integralizar os salários para as 344 mil matrículas entre ativos, inativos e pensionistas até o próximo dia 13 de setembro. Já as consignações bancárias, que chegam a R$ 150 milhões, devem ser pagas até o dia 22 do próximo mês.  Os servidores vinculados às fundações recebem os vencimentos integrais no próxima segunda-feira (4) - segundo dia útil do mês. A folha dos 5.200 celetistas representam R$ 25 milhões. 

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