A chegada da Chama Crioula em Erechim, no último domingo (27) chamou atenção, não somente pela solenidade que marca os festejos farroupilhas, mas também pela presença do Paguinho. O cão, adotado há seis anos pela família de Luís Cláudio Almeida, acompanhou todo o percurso dos cavalarianos, desde a localidade de Chalé em Erebango, até a chegada da chama no CTG Sentinela da Querência em Erechim.
“Foram cerca de 18 quilômetros percorridos ao nosso lado. O Paguinho é um típico cão bem gaudério”, conta Luís, integrante do Grupo de Cavalgada Alma Crioula e proprietário de hotelaria e cabanha no Bairro Aeroporto em Erechim. “É só ver um cavalo sendo encilhado que o Paguinho já se prepara para acompanhar. Além de estar habituado a lida campeira, o Paguinho acompanha sempre o nosso grupo de cavalgada. Já percorremos mais de 35 quilômetros e o Paguinho sempre ao nosso lado. Ele é praticamente um cão com alma crioula mesmo”, contou Luís.
Na família de Luís, hoje há cerca de 15 cães. Muitos deles adotados após serem abandonados. “Sempre que podemos, resgatamos e adotamos os cães que outras pessoas descartam literalmente. É preciso mais conscientização sobre o não abandono, para que não existam tantos animais abandonados nas ruas. Além disso, adotar um cão é algo que toca na alma mesmo. O olhar deles de gratidão e amor é incrível. Nosso sentimento é que outros cães que hoje esperam um lar, tenham o mesmo destino do Paguinho e possam viver felizes, acolhidos por uma família”, declarou o integrante do Grupo Alma Crioula.