Com a realização de uma mesa-redonda sobre a obesidade na contemporaneidade, foi aberta nesta semana a décima edição da Jornada de Nutrição da URI. Para as convidadas, ações isoladas tendem a ter pouco resultado no combate a este mal que preocupa organizações e lideranças ligadas à saúde mundial.
A psicóloga Karla Goldberg chamou atenção que nos dias atuais “vivemos um tempo acelerado, de glorificação do instante, a busca pelo prazer instantâneo onde as redes sociais ditam um funcionamento de pertencimento e de exclusão. Enfim, uma cultura onde não há lugar para a subjetividade”.
Segundo a endocrinologista Larissa Camera, o excesso de gordura corporal é resultante do desequilíbrio permanente entre a ingestão calórica e o gasto energético. Segundo ela, a Organização Mundial de Saúde diz que esse é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, atingindo crianças e adultos. “Somente no Brasil, 54% da população está com sobrepeso e a solução é a reeducação alimentar, aliada ao aumento da atividade física”, afirmou.
Para a educadora física Mari Sbardelotto, o grande problema é o sedentarismo. As pessoas precisam entender que o exercício físico deve ser planejado e de forma regular. Para ela, cinco profissionais devem fazer parte dessa tarefa: médico, nutricionista, educador físico, psicólogo e fisioterapeuta.