Imagine um animal tão cultuado que tem duas datas para celebrar a sua existência — o Dia Mundial do Gato é comemorado em 17 de fevereiro e em 8 de agosto. A data de 17 de fevereiro foi escolhida por uma organização italiana de defesa dos animais. A ideia é defender os felinos de perseguições e promover adoções. No entanto, o dia 8 de agosto também é considerado o Dia Mundial do Gato, esta data foi criada em 2002 pela International Fund for Animal Welfare.
Nas redes sociais, os gatos estão entre os assuntos mais comentados de hoje. E os bichinhos são tão populares que têm até outros dias para comemorar. Além do Dia Mundial do Gato comemorado em 17 de fevereiro e 8 de agosto, outras datas também celebram a existência do gato: o Dia de Abraçar Seu Gato, em 4 de junho; o Dia Nacional do Gato (nos EUA), em 29 de outubro; o Dia Nacional do Gato Preto (nos EUA), em 17 de novembro, entre outros.
Mesmo não existindo um Dia do Gato oficial no Brasil, estes animais de estimação são bastante queridos dos brasileiros. De acordo com censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem aproximadamente 22,1 milhões de gatos nas casas do País.
Por que os gatos eram sagrados para os egípcios?
Simples: eles ajudaram os antigos egípcios a combater um de seus piores inimigos – os ratos que infestavam a região, destruindo as colheitas de grãos e cereais, além de espalharem doenças. Quando notaram que os gatos eram a solução para controlar a população de roedores, os egípcios começaram a tratar os bichanos como membros da família e passaram a encará-los como verdadeiras divindades.
Uma das deusas egípcias representadas com cabeça de gato era Bastet. Ela começou a ser cultuada por volta de 3.000 a.C. e representava o prazer, a fertilidade, a música e o amor. Além de Bastet, as duas principais divindades egípcias – Ra, o Deus do Sol, e Ísis, a Deusa da Vida – também apresentavam traços felinos.
A reverência aos gatos cresceu enormemente ao longo do tempo e, assim, ter um desses animais em casa era sinal de proteção e sorte. Realmente, pode se dizer que ganharam tratamento de reis, ou melhor, deuses. As mulheres pintavam os olhos com a intenção de reproduzirem o formato do olhar felino, templos foram criados e até mesmo leis estabelecidas. Matar um gato era o mesmo que pedir a morte – a reverência era tamanha, que uma pessoa podia morrer ou ser sentenciada a punições se machucasse um felino.
Mas tamanha adoração custou pelo menos uma derrota histórica para o Império Egípcio. Quando um comandante persa soube que os inimigos da terra do Nilo veneravam tanto os felinos, não teve dúvidas e ordenou que seu exército atacasse o país das pirâmides usando uma tática no mínimo inusitada: gatos foram colocados à frente de suas tropas como escudo! Os egípcios não ofereceram resistência. Era melhor se render diante dos persas do que cogitar a possibilidade de ferir um ser sagrado.
O nome que os egípcios davam ao gato era myw, que correspondia ao som que o bicchinho emite, ou seja, o nosso conhecido miau.