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Esportes

Por um lugar entre os melhores do mundo

Atleta erechinense Sidnei Zucchi viaja neste mês à Irlanda, onde participará do Campeonato Mundial

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Por Giulianno Olivar - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Os esportistas de Erechim têm mais um motivo para se orgulhar: entre os dias 16 e 20 de agosto, o atleta Sidnei Zucchi será um dos representantes do Brasil no Campeonato Mundial de Karatê JKA, que será realizado em Limerick, na Irlanda. A delegação brasileira viaja para o local do torneio no dia 13 deste mês.

Estreia e expectativa

Tricampeão brasileiro e campeão sul-americano, Sidnei Zucchi fará sua estreia em um Campeonato Mundial. Em outras duas ocasiões, o atleta não pôde participar por conta de uma lesão e de questões financeiras. "Estou me sentindo bem, preparado. Claro que na hora tem a ansiedade, mas estou com uma expectativa muito positiva", afirma Zucchi, que está de volta aos tatames após recuperar-se de outra lesão no tendão de Aquiles. "Consegui manter minha classificação para o mundial pelos títulos recentes que eu conquistei. Meu lugar na equipe foi preservado", explica o atleta.

Brasil forte

Com um bom histórico em competições internacionais de artes marciais, o Brasil chega forte para disputar em alto nível o mundial na Irlanda. Para Zucchi, embora não possa ser considerado o favorito absoluto, o país é um candidato natural a brigar pelas primeiras posições. "O grande favorito é sempre o Japão, mas temos boas chances de chegar entre os semifinalistas", acredita, listando Bélgica, Rússia, França, Argentina e Chile como outras equipes que podem figurar bem - além, claro, dos japoneses. "O Japão é a referência, a origem do karatê. Eles sempre conseguem manter um nível forte".

Falta de incentivo

Quando ainda competia em categorias juvenis, Zucchi deixou de disputar um Campeonato Mundial por falta de recursos. "Juvenil não tem apoio da confederação, da federação... E é muito caro participar de competições", conta o atleta, que, mesmo depois de subir de categoria, continua enfrentando o descaso para com esse tipo de esporte. "Trabalho com educação física, e isso ajuda a me manter. Consigo dinheiro através de divulgação da imprensa, mais patrocínios privados e verbas da federação para custear as viagens. Patrocínio público é muito difícil", lamenta, explicando que o cenário em Erechim também não é dos melhores nesse aspecto. "Aqui não é fácil também. Tem que insistir muito. Empresas grandes que poderiam ajudar não dão um retorno".

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