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Esportes

Radialista argentino responsabiliza Conmebol pela tragédia da Chapecoense

Para José Santiago, entidade sul-americana influenciava clubes a viajar com empresa aérea LaMia

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Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br

No último dia 29 de julho, a tragédia aérea com a delegação da Chapecoense completou oito meses. Nesse período, não faltaram homenagens às vítimas do acidente em Medellín - tampouco protestos de familiares das vítimas, que reclamam do rumo que as investigações têm tomado, bem como da postura de entidades, inclusive do próprio clube catarinense. 

Uma das vítimas da tragédia foi o jornalista erechinense Renan Agnolin, e, na última semana, seu pai, Luiz Carlos Agnolin, esteve na redação do jornal Bom Dia juntamente com o radialista argentino José Santiago, da Rádio Top da cidade de San Salvador de Jujuy. O profissional tem acompanhado o desenrolar do caso, e, semanas antes, esteve no mesmo avião (da empresa LaMia) envolvido na tragédia, acompanhado a Seleção Argentina em uma partida das Eliminatórias da Copa em Belo Horizonte. O voo foi marcado por problemas com a aeronave, e Santiago expõe um pouco de seu posicionamento a respeito do polêmico acidente.

Conmebol culpada

"Se formos analisar, a Conmebol [Confederação Sul-Americana de Futebol] é uma das grandes culpadas dessa tragédia. Por que uma empresa pequena como a LaMia tinha tanta influência com as equipes de futebol do nosso continente? Quando o San Lorenzo veio jogar em Chapecó no ano passado [semifinal da Sul-Americana], foram oferecidas aeronaves de uma empresa argentina e outra chilena, mas a insistência da Conmebol para que fosse escolhida a Lamia foi tão grande que chamou a atenção da diretoria do clube. Automaticamente o San Lorenzo desistiu da LaMia. A Conmebol obrigava as equipes, ela tinha uma parceria com a LaMia".

Susto com a Argentina

"A Aerolineas Argentinas ofereceu um Boeing, um avião confortável, mas a Associação Argentina de Futebol (AFA) decidiu viajar com a LaMia. Influência da Conmebol. E foi um voo difícil, vários jogadores passaram mal, não só o Messi, como foi noticiado na época. O piloto desligou o motor três vezes, o avião balançou muito, parecia que ia cair. Chegamos em Belo Horizonte com mais 18 minutos de combustível. Muitas vezes a aeronave não tem permissão para descer imediatamente para a pista. Já pensou se tivéssemos que sobrevoar Belo Horizonte? Teríamos uma tragédia ainda maior".

Erros em série

"O piloto [e dono da LaMia] só pensava em ganância. Ele sempre viajava no limite, sempre com pouco combustível. O tempo que ele ficou conversando com a torre do Aeroporto de Medellín antes de dizer que estava com pane seca foi muito grande. Se tivesse falado de imediato, teria descido".

Chapecoense e mídia

"Eu tenho o maior respeito, o maior carinho pela Chapecoense, mas o clube não tem agido da maneira correta. Ela é vítima, sim, mas também é responsável. Ela aceitou viajar com a LaMia [...] A mídia deveria ser mais atuante. Globo e Fox perderam funcionários na tragédia, e são emissoras poderosas, poderiam estar brigando de uma forma bem maior".

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