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Segurança

Bombeiros continuam o combate ao fogo

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Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Davi Martinelli

Bombeiros de Erechim e Getúlio Vargas continuaram nesta terça feira (1º) o trabalho de rescaldo na empresa consumida pelo fogo no Bairro Copas Verdes em Erechim. O fogo iniciou na madrugada de segunda-feira (31) e até o fim da tarde de ontem continua a consumir o material inflamável que estava no pavilhão localizado em uma área residencial da cidade.

No lugar onde havia grande estoque de lonas, espumas, pulverizadores e a grande estrutura, agora resta apenas ferro retorcido pelo calor do fogo e escombros. O trabalho de rescaldo foi realizado pelos bombeiros contou com a ajuda de duas retroescavadeiras e um guindaste disponibilizado por uma empresa privada. Uma parede que apresentava risco de desabamento foi demolida para que os militares tivessem acesso ao fogo. Mais de um milhão de litros de água e mil e quinhentos litros de espuma especial para combate a incêndio, foram utilizados para controlar as chamas.

Várias empresas próximas ao sinistro auxiliaram e disponibilizaram seus hidrantes para que os veículos reabastecessem os tanques de água. Uma indústria de Biodisel disponibilizou seu estoque de espumas de alta expansão, para auxiliar no combate as chamas. A união de esforços agilizou o trabalho dos bombeiros e mostrou que a união de esforços foi um fator muito importante em muitos desastres ocorridos na cidade ao longo dos anos.

O fim do incêndio é esperado para que seja possível a realização da perícia do Instituto Geral de Perícia (IGP/RS), requisitada pela Polícia Civil. Funcionários da empresa prestadora do seguro do pavilhão estiveram no local e realizaram levantamento fotográfico da empresa. Segundo os bombeiros, o local passou por vistoria há dois anos e mantinha na porta de acesso o alvará do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), realizado em 2015. Toda documentação estava em dia.

Risco a saúde

No primeiro dia do incêndio, vizinhos tiveram que conviver com o cheiro gerado pela queima das mantas asfálticas. A fumaça avistada durante os dois dias, chegou a outros bairros e cidades, onde os moradores relataram ter sentido o forte odor de queimado. O material gerado com a queima é toxico e carrega alto teor químico. O perigo de inalar fumaça de incêndio varia desde queimaduras nas vias aéreas como o desenvolvimento de doenças respiratórias como bronquiolite e pneumonia. Isso porque o monóxido de carbono é uma substância tóxica gera acumulo de sangue e líquidos na região dos pulmões, impedindo a passagem do ar.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, dependendo da quantidade de fumaça que foi inalada o indivíduo pode evoluir de intoxicação respiratória para morte entre dois e cinco minutos. Entretanto, os indivíduos que inalaram uma quantidade menor de fumaça ainda podem sofrer suas consequências por até três semanas desenvolvendo infecções respiratórias.

 

Os principais sinais de alerta que podem surgir nas vítimas de um incêndio incluem tosse, chiado no peito, febre, dificuldade em respirar; tontura, enjôo, desmaio, boca e pontas dos dedos arroxeadas ou azulados. As pessoas que sentirem os sintomas devem procurar ajuda médica.

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