O Corpo de Bombeiros registrou aumento no número de ocorrências de incêndio em vegetação. No mês de julho foram registrados 153 casos em Erechim. Na maioria dos episódios o fogo teria começado de forma intencional. A prática é, normalmente, destinada à limpeza de uma área que será usada para plantio no campo, mas deve ser controlada e só pode ser feita com autorização da Polícia Ambiental ou do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), caso contrário, passa a ser considerada crime ambiental. A pena pode chegar a quatro anos de prisão.
Além disso, militares precisam ser deslocados para atender estes chamados, deixando outras ocorrências de maior gravidade desassistidas. Outro prejuízo está relacionado à energia elétrica. Se o fogo atingir a rede, pode danificar postes e interromper o fornecimento de energia.
Muitas vezes, para agilizar a limpeza do terreno os moradores preferem atear fogo na vegetação seca, no entanto, o recomendado é que a população não faça uso do fogo para limpeza de terreno ou redução do lixo. Devido ao tempo seco e o período de falta de chuva, os forte ventos pode aumentar o incêndio e a área atingida pelas chamas, podendo muitas vezes, atingir residências próximas.
Levantamento
O Instituto Nacional de pesquisas Espaciais (INPE), Programa de Queimadas, Monitoramento de Satélites, mostra em seu último relatório divulgado nesta terça-feira (25) que desde maio o número de focos de queimada vem aumentando pelo Brasil.
No Rio Grande do Sul ouve um aumento de 318%, no período de junho e julho deste ano. Foram registrados 431 focos de queimadas em todo o estado.O satélite que contabiliza o número de focos de fogo é o AQUA, informa o INPE.
Em todo o Brasil já existe atualmente mais de 31 mil focos de queimadas registrados somente no período entre 01 de janeiro e 24 de julho. Junho e Julho são meses onde o número de focos aumenta chegando ao ápice entre agosto e setembro. Onde os agricultores aproveitam a seca para limpar o terreno com o objetivo de realizar o plantio.
O risco de fogo em vegetação no Alto Uruguai é alto na região. Segundo o INPE a falta de chuva e a baixa umidade, além dos fatores naturais que aumentam o risco de queimadas durante os períodos mais secos do ano, a negligência está entre as principais causas de incêndio em vegetação.
A falta de chuva e as negativas previsões de chuva para Erechim preocupam os bombeiros. Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC/INPE, não há previsão de chuva para o Rio Grande do Sul, nos próximos seis dias.
Cuidados
Ao destruir a cobertura vegetal, as queimadas ocasionam uma série de outros problemas, como diminuição da qualidade do ar, perda de biodiversidade, problemas no solo e destruição da vegetação que protege corpos d'água podendo agravar ainda mais a crise deste recurso.
Você pode ajudar a evitar queimadas neste período de tempo seco com algumas atitudes simples:
Não jogue bitucas de cigarros na estrada ou em grandes avenidas.
Não deposite lixo, especialmente vidro, em terrenos baldios.
Não queime lixo