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Esportes

Em busca do ouro olímpico

Erechinense Stefany Krebs viaja nesta quinta à Turquia para representar o Brasil no futebol na Surdolimpíada

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Por Giulianno Olivar - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Arquivo pessoal

Dos maiores sonhos de um atleta olímpico, ouvir a torcida vibrando com sua vitória e escutar triunfante o hino de seu país talvez sejam os mais recorrentes. Para os atletas que participarão da Surdolimpíada de Samsun, na Turquia, no entanto, isso não será possível – mas suas conquistas trarão consigo muito mais do que a celebração pela glória alcançada: elas representarão visibilidade e oportunidades para atletas que convivem com a falta de apoio e reconhecimento por parte do grande público, mas jamais com a falta de vontade.

E Erechim estará representada no evento esportivo que vai de 18 a 30 de julho: a jovem Stefany Krebs, de 19 anos, foi convocada para a Seleção Brasileira de Futebol Feminino. Ela é mais conhecida por defender a Seleção Brasileira de Futsal para Surdos, mas como não há essa modalidade na Surdolimpíada, ela precisou fazer a transição das quadras para os gramados. “No começo foi difícil, já que estou acostumada com o futsal desde pequena, mas estou conseguindo me adaptar, e todo esse aprendizado está sendo muito importante”, diz a atleta, que espera contar com a torcida dos erechinenses para lutar pela medalha de ouro. “Essa é a primeira vez que o Brasil terá uma equipe de futebol feminino na Surdolimpíada. É muito importante ter o apoio de vocês”, convida.

Dedicação e orgulho

Sempre muito sorridente e apaixonada pela bola, Stefany se considera realizada por representar tanto o país quanto Erechim. E ela quase não cabe em si de tanta felicidade quando o assunto é a participação em solo turco. “Vamos representar bem nosso país e nosso município. Essa competição vai ser muito importante, é o melhor momento da minha vida. Daqui a pouco meu sonho vai ser realizado, sou muito grata a Deus pela oportunidade maravilhosa e a minha família pelo apoio, força e torcida, por acreditarem em mim”, enfatiza uma empolgada Stefany, que, além de excelente jogadora, mantém os estudos em dia. “Quero continuar jogando bola, me dedicar mais no campo, além de terminar minha faculdade de Educação Física e mostrar para as pessoas como o esporte é importante em todos os aspectos”.

Apoio e visibilidade

Pela primeira vez o Ministério do Esporte irá ajudar a equipe de futebol para surdos na Surdolimpíada, mas ainda assim, segundo a jogadora erechinense, essa modalidade esportiva necessita de mais apoio. “O governo ajudou, mas cada atleta precisou buscar recursos próprios para a estadia e demais gastos na Turquia. Aqui em Erechim não tem apoio, pois o futebol feminino não é reconhecido. Quero trazer a medalha e, com isso, mostrar para nossa cidade que temos uma representante na Seleção Brasileira e aos poucos mudar a ideia sobre o futebol feminino”, destaca Setefany, que conta com a ajuda da empresa Cavaletti.

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