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Ensino

Estudantes do Colégio Mantovani visitam região do Contestado

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Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Os estudantes do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Professor Mantovani participaram neste mês de um tour pedagógico pela região do Contestado, em Santa Catarina. Durante um dia repleto de atividades e passeios guiados, tiveram acesso a um importante capítulo da história do sul do Brasil que tem influência nos rumos tomados pela sociedade atualmente.

Com expectativa e curiosidade, os estudantes conheceram mais a respeito da região entre os anos de 1912 e 1916, quando essa foi palco de disputas fronteiriças entre Paraná e Santa Catarina, bem como sobre a presença da Brazil Railway Company e da Southern Brazil Lumber & Colonization Company, sob a liderança do empresário estadunidense Percival Farquhar.

A proposta do governo brasileiro, em parceria com essas empresas, foi a da construção da ferrovia que liga o Rio Grande do Sul a São Paulo, assim como o loteamento da terra e a exploração do enorme potencial de obtenção de lucro através da extração da mata nativa. Analisaram também o movimento messiânico que ganhou um número expressivo de seguidores prejudicados pela desapropriação de suas terras em favor da presença estrangeira e todo o conflito sangrento que se sucedeu entre caboclos e forças policiais e militares naquela localidade.

O passeio começou na cidade de Caçador, onde visitaram o Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado e, através das explicações e da visitação ao acervo, conheceram a trajetória da população local desde os tempos primitivos até os conflitos pela posse da terra e a influência dos imigrantes que chegaram à região. Após, seguiram à cidade de Irani, ponto mais marcante do trajeto, onde visitaram o Cemitério do Contestado e fizeram uma trilha pelo lugar onde aconteceu o combate inicial. Em seguida, foram recebidos no Memorial do Contestado pelo historiador e folclorista Vicente Teles, de 86 anos, um dos maiores pesquisadores sobre a guerra. O encontro de gerações foi muito enriquecedor, pois através de atividades lúdicas, os estudantes tiveram contato direto com um descendente de combatentes. Por fim, assistiram uma apresentação exclusiva do projeto Aquarela do Contestado, com um repertório de canções e poesias dedicadas aos principais personagens da batalha.

A Guerra do Contestado, episódio marcante do início do século XX, ainda aparece de maneira simplificada e muito resumida nos livros didáticos, normalmente atrelada a outros conflitos regionais como o de Canudos. Entretanto, o tema vem adquirindo cada vez mais relevância, se nacionalizando e, além de figurar entre as questões de vestibulares no sul do Brasil, também aparece em provas de outras partes do país e do ENEM. O acesso à fontes de pesquisa diversificadas e a vivência que os estudantes tiveram in loco certamente representam um mecanismo facilitador de uma aprendizagem mais significativa.

Os estudantes foram acompanhados pelas professoras Simone Zago, Angelisa Rosset e Núria Nehring e conduzidos pela empresa Kadiko Turismo. Essa atividade teve como intuito complementar o trabalho realizado em sala de aula e (re) significar a aprendizagem estimulando o estudante a tomar a postura de pesquisador, indo a campo em busca de novos conhecimentos. De uma forma multidisciplinar, o passeio também contribuiu para a sensibilização acerca da população local e a importância da preservação do patrimônio histórico e natural da região, colaborando para a construção de uma atitude mais consciente, ativa e fortalecedora de sua própria cultura e identidade. 

 

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