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Ensino

Novo ensino médio em debate

Assunto pautou encontro de gestores e coordenadores pedagógicos do ensino privado

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Encontro
Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação

O novo ensino médio pautou o 7º Encontro de Gestores Pedagógicos promovido pelo Sindicato do Ensino Privado do Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS ). O evento, que aconteceu em na terça-feira (13), em Porto Alegre, reuniu mais de 200 gestores e coordenadores pedagógicos de escolas particulares do Estado, entre eles a coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Colégio Franciscano São José, professora Cleci Luisa Lovera.

A educadora avalizou a iniciativa. "Considerei um excelente encontro e uma ótima oportunidade para entender um pouco do que esse novo modelo de Ensino Médio está propondo. É início de um longo período de estudo, planejamento para que nossa prática educativa  tenha como foco a aprendizagem e sua aplicabilidade, evidenciando de fato um currículo onde todos sejam contemplados em suas habilidades", acrescentou.

Segundo ela, a programação contou com palestras do coordenador-geral de Ensino Médio do Ministério da Educação, Wisley João Pereira, e do conselheiro do CNE - Conselho Nacional de Educação, Antonio Carbonari Netto. O presidente do CEEd/RS - Conselho Estadual de Educação, Domingos Antônio Buffon, abriu o evento discorrendo sobre como a entidade está tratando do assunto e informando que audiências públicas na Capital e no interior serão realizados no segundo semestre para debater o tema.

O conselheiro do CNE falou sobre os limites e as possibilidades da BNCC – Bse Nacional Comum Curricular na Educação Básica, antecipando que a do Ensino Fundamental está praticamente pronta, mas que o documento que vai regrar o Ensino Médio ainda não foi enviado pelo MEC ao CNE, e que deve sofrer modificações. "A carga horária deve ser 50% de currículo comum e 50% de parte diversificada", revelou, justificando o novo modelo na prospecção de profissões e direções de carreira. "É impossível manter o sistema de ensino que temos hoje, estamos produzindo profissionais ‘para ontem”, observou, defendendo a autonomia das escolas. "A BNCC não pode cercear o que as escolas devem ensinar. Espero que os conselhos estaduais de educação deem a liberdade para as escolas de mudarem a proposta de acordo com a realidade do mercado", declarou.

O secretário estadual de Educação, Ronald Krummenauer, salientou a importância de parcerias público-privadas para encontrar saídas para melhorar a qualidade do ensino. O coordenador-geral de Ensino Médio do MEC, Wisley João Pereira, explicou como serão as mudanças, enfatizando os problemas do atual modelo de Ensino Médio, como evasão escolar e um modelo focado na preparação para o Enem, não para gerar conhecimento e aprendizado. "É preciso dar uma outra arquitetura e não formar somente para o vestibular. Precisamos aproveitar a capacidade de aprendizagem da adolescência", ressaltou.

 

      

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