Um projeto que traz mais independência para a vida de deficientes visuais faz parte dos trabalhos expostos na Campus Party, feira de tecnologia, inovação e empreendedorismo, que ocorre até domingo (31) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. A prótese sensorial, usada como um cinturão em volta do corpo do usuário, reconhece obstáculos e ajuda a impedir acidentes causados por esbarrões.
O protótipo usado em volta da cintura tem um sensor infravermelho acoplado que captura o espaço ao redor, permitindo que o deficiente possa reconhecer o mundo à sua volta. Essa função criada para o aparelho está em formato open source, ou seja, desenvolvido em código aberto para receber contribuições.
O objetivo principal é evitar esbarrões que possam levar a acidentes mais graves. “Com a bengala, os deficientes não conseguem identificar obstáculos acima da cintura, isso é um problema muito sério, eles sofrem constantemente com lesões, podem se machucar”, disse Thiago Brito de Melo, estudante do último ano de engenharia mecatrônica no colégio Mackenzie, autor do projeto.
Valor
O custo da prótese varia de R$1 mil a R$ 2 mil. O cinturão pesa aproximadamente 1,5 quilo (Kg), mas pode ser aprimorado se vier a ser comercializado. Segundo Thiago, o projeto é simples e tem baixo custo para ser implementado. “Essa ideia surgiu pela indignação. Eu vi que já existe a tecnologia, que é barata, e ninguém faz nada para usá-la."