Embora o nível das equipes que chegam a uma final de Champions League costume ser bastante elevado, é comum que, a cada ano, uma seja apontada como favorita ao título. Na edição de 2017, no entanto, não é bem assim: Juventus e Real Madrid chegam à grande final praticamente equiparadas, cada uma com seus pontos fortes específicos e destaques individuais que fizeram a diferença ao longo da mais importante competição entre clubes do planeta. A decisão para saber quem será o maior time da Europa é neste sábado, às 15h45, em Cardiff, no País de Gales.
O fator CR7
Que Cristiano Ronaldo é um jogador diferenciado e capaz de decidir jogos, todo mundo sabe. Exaltar as virtudes do craque português é chover no molhado, mas é fato que ele foi peça fundamental para a chegada do Real a mais uma final de Champions. Poupado em várias partidas do Campeonato Espanhol, em estratégia do técnico Zinedine Zidane que se mostrou acertada, CR7 pôde se dedicar com mais afinco ao torneio continental: na parida de ida da semifinal, contra o Atlético de Madrid, marcou os três gols da vitória por 3 a 0.
Buffon e o título que falta
Não é exagero afirmar que Gianluigi Buffon é um dos maiores goleiros da história do futebol. Multicampeão pela Juventus, o camisa 1 tem no currículo inúmeros títulos importantes, entre eles o da Copa do Mundo de 2006, pela Itália. Mas falta a consagração em uma Champions. Em 2015, a Juventus chegou à final, mas foi derrotada pelo Barcelona. Naquela ocasião, a equipe italiana era o azarão, coisa que não ocorre este ano, quando chega com tantas chances de título quando o adversário espanhol - e muito dessa confiança na Juve se dá graças a seu arqueiro e uma defesa extremamente eficiente.