Em coletiva à imprensa na tarde de ontem (1º), na sede do 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM), representantes dos órgãos de segurança e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário realizaram o lançamento do Projeto Sentinela, que trará novamente para Erechim um sistema integrado de segurança, através de videomonitoramento. A previsão é que ainda no mês de junho, o Projeto Sentinela esteja em operacionalidade efetiva no município.
O projeto foi instituído por uma comissão formada pelo Conselho Comunitário Pró-segurança Pública (Consepro), prefeitura, Legislativo, Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato do Comércio Varejista do Alto Uruguai Gaúcho (Sindilojas), Ministério Público, Brigada Militar, Polícia Civil, Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário de Erechim (Sinduscon), Sociedade de Engenheiros e Arquitetos de Erechim (Seae), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Sindicato Rural.
De acordo com a comissão, o projeto nasceu do interesse das entidades e órgãos públicos de Erechim em contribuir para melhorar a qualidade da segurança pública no município. Ainda, o projeto tem como objetivo alcançar uma alternativa de prevenção e repressão à criminalidade, através de tecnologia de ponta, dotando a cidade com câmeras de videomonitoramento distribuídas em locais estratégicos. Ficará a cargo do Consepro a gestão do Projeto Sentinela.
Tecnologia no combate à criminalidade
Neste primeiro momento serão 30 câmeras em dez pontos estratégicos de Erechim, sendo que em cada ponto serão instaladas uma câmera rotativa e duas fixas. A central de videomonitoramento funcionará na sede da Brigada Militar e os dados do sistema poderão ser acessados pelos demais órgãos de segurança, Ministério Público e poder Judiciário. Todo o processo é composto por fibras ópticas e software específico, interligado a um sistema com tecnologia israelense.
Até o momento, foi realizada ampliação e reforma da central na Brigada Militar e está em andamento o processo para aquisição de mobiliário e equipamentos para o local, bem como a instalação das primeiras câmeras, que devem estar operando ainda neste mês. Em uma próxima etapa, o sistema será ampliado conforme disponibilidade orçamentária. De acordo com a comissão, cada ponto com três câmeras é avaliado em R$ 16 mil. A expectativa da Brigada Militar é que Erechim receba ao todo 200 câmeras. O projeto foi orçado em mais de R$ 2 milhões.