Os cuidados com biosseguridade podem garantir a diferença entre o lucro e o prejuízo na produção leiteira. Pequenas atitudes, como o controle de entrada e saída nas granjas e a aquisição de animais apenas com conhecimento da origem e condições sanitárias já fazem com que a propriedade seja mais segura para o produtor e, por consequência, produza leite de melhor qualidade.
Biosseguridade é o conjunto de medidas que busca evitar ou reduzir a introdução de doenças nos plantéis e garantir a segurança do produto que vai para a indústria. “Assegurar esses processos é papel de produtores, trabalhadores e, especialmente, de médicos veterinários que circulam entre propriedades”, afirma o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS, Rodrigo Lorenzoni.
A relevância da produção leiteira no estado, e o número de famílias envolvidas nesta atividade justificam uma dedicação ainda maior de autoridades e produtores que atuam no segmento. Conforme dados da Fundação de Economia e Estatística, organizados pelo Sindilat, são mais de 105 mil produtores no RS e um rebanho superior a 1,5 milhão de animais. O setor lácteo do Rio Grande do Sul responde por quase 3% do Produto Interno Bruto gaúcho.
De olho na importância do segmento, e do papel do médico veterinário neste cenário, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul promove um evento técnico durante a 13ª edição da Fenasul, e 40ª da Expoleite. O VII Simpósio do Leite – Biosseguridade em Propriedades Leiteiras será realizado na manhã do dia 25 no auditório da Farsul no Parque de Exposições Assis Brasil e vai abordar o tema em diversas frentes.
A intenção, conforme o presidente do CRMV-RS é mostrar que a qualidade e a sanidade do alimento e dos rebanhos é de responsabilidade de todos os atores envolvidos no processo. “O produtor, precisa estar atento ao animal que compra e às medidas que implanta na propriedade. O médico veterinário deve observar a higiene de equipamentos e vestimentas, ao transitar de uma propriedade para outra além de orientar os produtores e tratar os animais, e ainda o serviço veterinário oficial deve apoiar e fiscalizar todo o processo”, afirma Rodrigo Lorenzoni. Segundo ele, o objetivo do encontro é tratar a questão da biosseguridade com uma visão geral. “A participação dos produtores da região de Erechim neste evento é fundamental para levar esse conhecimento a esta importante região produtora”, convida.
O professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, André Dalto, vai apresentar um panorama sobre as doenças que atingem o rebanho, como brucelose, tuberculose para reduzir os níveis de disseminação das doenças. Além do professor, estão no time de palestrantes do Simpósio, os médicos veterinários Rosane Collares (Seapi-RS), Ângela Balen (Senar-RS), Mateus Lange (CRMV-RS) e o presidente do Fundesa, Rogério Kerber. e diarréia viral bovina (DVBV). Cada enfermidade tem uma forma de transmissão e contágio, mas os cuidados com biosseguridade contribuem fortemente
Veja a programação completa do evento:
VII Simpósio do Leite
Biosseguridade em Propriedades Leiteiras
25 de maio | Das 8h30 às 12h30
Auditório da Farsul | Parque de Exposições Assis Brasil
8h30 – Inscrições
8h 45 – Abertura
Méd. Vet. Rodrigo Lorenzoni (Presidente do CRMV-RS)
9h – Principais Doenças que Atingem o Rebanho Leiteiro e suas Formas de Transmissão
Méd. Vet. André Dalto (Favet/UFRGS)
Tópicos: Tuberculose – Brucelose – Leptospirose – Diarréia Viral Bovina
9h40 – Papel do Responsável Técnico em Propriedades Leiteiras
Méd. Vet. Mateus Lange (Coord. Téc. de Fiscalização do CRMV-RS)
Tópicos: Atribuições – Recomendações – Boas Práticas – Como o Produtor Pode Exigir o Trabalho do RT
10h20 – Biosseguridade: Cuidados do Médico Veterinário no Atendimento a Propriedades Leiteiras
Méd. Vet. Angela Balen (Instrutora do Senar)
Tópicos: Equipamentos – Veículos – Roupas – Higiene
11h – Biosseguridade: Cuidados a Cargo do Produtor
Méd. Vet. Rosane Collares (Seapi)
Tópicos: Cuidados na compra de animais – Exames obrigatórios – Vacinas obrigatórias – Procedimentos recomendados – Orientações genéricas sobre biosseguridade para produtores – Identificação dos visitantes – Local para lavar botas e pés – Cercamento – Comedouros
11h40 – Créditos para Indenização de Produtores
Rogério Kerber (Presidente do Fundesa)
12h10 – Perguntas e Debates
12h30 - Encerramento