Você e sua família já pararam para pensar na qualidade da água que sai das torneiras das suas casas? A água utilizada para consumo humano é um bem essencial que garante saúde e qualidade de vida à população, quando distribuída em quantidade suficiente e com qualidade que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido na legislação vigente.
Nesse sentido, talvez nem todos saibam mas o Ministério da Saúde mantém o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) que está estruturado a partir dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Cada município conta com um profissional responsável por desenvolver as ações e observar a qualidade da água.
A coordenação do Vigiagua na região de abrangência da 11ª Coordenadoria de Saúde, a qual abrange 33 municípios, é da equipe da Vigilância Ambiental em Saúde, área em que atuam a coordenadora, Maria Helena Dalmaso e a especialista em Saúde e bióloga do setor, Cláudia Santin Zanchett.
O objetivo do trabalho é garantir à população o acesso à água em quantidade suficiente e qualidade compatível com o padrão de portabilidade. Diante disso, a missão dos profissionais é observar o modo que o bem natural é tratado, quem desempenha esse trabalho, o nível de cloro e as substâncias que contém.
Na opinião da bióloga, um dos desafios da sociedade é superar a resistência de muitas pessoas quanto ao cloro. “Mesmo que haja dúvidas por grande parte da população, é considerada uma solução eficiente e barata para manter uma água sem bactérias patogênicas, desde que bem controlada”, reforça.
Cláudia explica que o técnico responsável pelo trabalho em cada município, realiza coletas em locais de maior risco para toda a população, tanto da área urbana como rural. Para isso é seguido um plano de amostragem. “O Estado fornece os recipientes para o armazenamento da água que é levada até o laboratório da Coordenadoria de Saúde. Todos os dias, em torno de cinco municípios apresentam os materiais, seguindo um cronograma. As coletas são feitas e entregues nos mesmos dias. No laboratório são feitas as análises seguindo os chamados parâmetros básicos”, explica a bióloga.
Entre os aspectos avaliados está a turbidez, a questão da presença ou não de coliformes, Escherichia coli (microorganismo que sinaliza para contaminação da água), além da quantidade de cloro e o fluoreto, nos locais em que há trabalho da Corsan. Conforme a equipe da Coordenadoria de Saúde de Erechim, no ano passado, 12% das análises registraram a presença do microorganismo.
A reportagem completa pode ser conferida na versão impressa do Bom Dia desta quinta-feira (11).