União de forças busca viabilizar recursos do banco mundial para projeto que prevê ainda melhorias e adaptações de acessibilidade
Uma mobilização protagonizada pelos vereadores de Erechim, pela 15ª Coordenadoria Regional de Educação e pelo Executivo municipal está buscando viabilizar a destinação de recursos para obras de ampliação e melhorias da Escola Haidée Tedesco Reali. A iniciativa visa - através da retomada de um projeto pronto desde 2013 - garantir condições para a continuidade da realização de cursos técnicos na instituição.
A solicitação tem em vista que a partir de 2018 o Senai deixará de atender os estudantes dos cursos técnicos em Contabilidade, Eletrotécnica e Mecânica na modalidade pós médio noturno, sendo estas assumidas pela Escola. Também leva em conta questões relacionadas à acessibilidade, exigidas pelo Conselho Estadual de Educação.
Por meio de ofícios encaminhados à Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro), é solicitada a destinação de recursos do Banco Mundial (Bird), no montante de R$ 4 milhões de reais. O valor contemplaria obras de um projeto arquitetônico no qual constam a construção de um novos espaços, além de adaptações e melhorias.
A justificativa para o pedido é embasada pelo histórico da escola, que completa seis décadas neste ano. “Com o intuito de possibilitar o atendimento e a qualificação da ação pedagógica, para enfrentar os desafios da sociedade e do mundo do trabalho, faz-se necessário retomar um projeto de ampliação e melhorias das estruturas da escola, com laboratórios específicos na área técnica, biblioteca compatível aos cursos, ampliação do refeitório e acessibilidade aos quatro andares do prédio”, afirmam os documentos assinados pelos vereadores, pela CRE e pela diretora da Escola Haidée Tedesco Reali, Tânia Marmentini Pavan.
Cursos técnicos
Entre as argumentações que constam no ofício encaminhado à Suepro, consta uma das principais motivações para a mobilização, que são os cursos técnicos. “Após três décadas de parcerias com o SENAI/Erechim e a construção de uma história muito rica na formação profissional, a partir de 2018, com as instalações próprias desta instituição, os cursos técnicos em contabilidade, eletrotécnica e mecânica, pós médio noturno, que atendem estudantes de todas as escolas de Erechim e Região Alto Uruguai, serão responsabilidade de atendimento do Colégio Haidée. Por isso, a necessidade de ampliação e melhorias dos espaços já mencionados”, pontua o documento.
O documento assinado por todos os vereadores de Erechim foi entregue à superintendência em Porto Alegre pelo parlamentar Alderi Oldra. “A sensibilização de todos os colegas se dá pela importância destes cursos técnicos para toda a comunidade de Erechim e região, fator que pesa quando se trata da Escola Haidée Tedesco Reali. O fato de já ter um projeto pronto também serviu de motivação para focarmos as atenções em busca destes recursos”, pontua.
O coordenador regional de Educação, Alencart Loch também destacou a importância de já se ter o projeto pronto. “Ele está inclusive cadastrado no sistema de processos administrativos do Estado. Os ofícios encaminhados tanto pela CRE quanto pela própria escola e pelos vereadores de Erechim tenta dar visibilidade para isto, para que estes recursos venham para a instituição e assim possibilitem a realização das obras necessárias”.
O projeto
De acordo com o arquiteto da Coordenadoria de Obras Públicas, Marcos Alexandre Alberti, um dos idealizadores do projeto arquitetônico, as ampliações se referem à construção de um novo pavimento no qual estariam contempladas nove salas novas, sendo três por pavimento, incluindo laboratórios. Também está projetada a construção de nove banheiros, sendo um adaptado para acessibilidade.
Quanto às melhorias, o projeto visa a adequações na área já existente, como a ampliação de refeitórios e da biblioteca. Estas se dariam através da retirada de divisórias. Outra intervenção importante é a instalação de um elevador na instituição. A medida é defendida na justificativa do documento enviado à Suepro como “urgente e necessária”, já que a escola precisa comprovar condições de acessibilidade legais para o próximo credenciamento.