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Esportes

Brasil fará uso inédito do árbitro de vídeo

Recurso será utilizado na final do Campeonato Pernambucano, neste domingo (7), entre Sport e Salgueiro

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Por Giulianno Olivar* - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto CBF/Divulgação

A bola ultrapassou toda a linha do gol? Foi mesmo pênalti? Bateu no braço ou no peito? Neste fim de semana, o futebol brasileiro dará um passo importante para que perguntas como essas deixem de ser motivo de grandes polêmicas e infindáveis debates. Pela primeira vez na história, o Brasil fará uso da tecnologia do árbitro de vídeo, na primeira partida da final do Campeonato Pernambucano, entre Sport e Salgueiro. O jogo será às 16h deste domingo, na Ilha do Retiro, em Recife.

Após um ano de desenvolvimento e testes, o projeto será colocado em prática pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em parceria com a Federação Pernambucana de Futebol (FPF). O uso da tecnologia será online, com comunicação aberta entre o árbitro de vídeo - que ficará em uma cabine no estádio - e o árbitro principal, em campo. A finalidade da iniciativa, criada com o apoio da Comissão de Arbitragem da CBF e da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF), é auxiliar o árbitro de campo em dúvidas específicas sobre lances importantes de uma partida. De acordo com a CBF, o árbitro de vídeo não atuará em qualquer lance. As informações serão passadas em quatro situações:
- Foi gol / Não foi gol;
- Foi pênalti / Não foi pênalti;
- Cartão vermelho direto indevido;
- Identificação errada do jogador punido.

Ainda em fase de testes

O jogo entre Sport e Salgueiro faz parte de experimentos práticos do International Football Association Board (IFAB), órgão máximo da arbitragem no futebol mundial. Segundo a entidade, o objetivo da nova tecnologia não é interferir em 100% dos lances duvidosos, já que isso "mudaria o ritmo e anularia emoções essenciais ao futebol" - daí o lema "mínima interferência, máximo benefício". "Nós estamos satisfeitos com o progresso do Brasil nos últimos 12 meses e acompanhamos a CBF e a FPF durante toda a preparação para esse primeiro jogo alcançar o sucesso", afirmou o secretário-geral do IFAB, Lukas Brud.

Além do Brasil, outros 12 países tem participado dos mesmos experimentos orientados pela entidade: Alemanha, Austrália, Bélgica, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Portugal, Qatar, República Tcheca e Turquia. O objetivo é que o recurso possa ser utilizado, também, na Copa do Mundo da Rússia, no próximo ano.

*Com informações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

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