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Segurança

Agricultor é condenado por homicídio

Olívio Strapason recebeu pena de oito anos por crime ocorrido em Itatiba do Sul no ano de 2010

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Leandro Zanotto
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Por Leandro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Olívio Strapason recebeu pena de oito anos por crime ocorrido em Itatiba do Sul no ano de 2010

O Tribunal do Júri da comarca de Erechim condenou o agricultor acusado por homicídio. Olívio Strapason (62) confessou a autoria da morte de Gilmar Rodrigues de Paula e recebeu pena de oito anos de prisão no regime semiaberto após a sessão de julgamento ocorrida nesta quinta-feira (4). O corpo de jurados esteve formado por seis homens e uma mulher. Como respondeu o processo em liberdade, Strapason, poderá recorrer da mesma forma. O juiz Marcos Luiz Agostini, titular da 1° Vara Criminal, que presidiu a sessão de júri popular, negou um pedido até então inédito feito pelo Ministério Público que requereu o cumprimento imediato da pena.

O promotor Gustavo Burgos de Oliveira, que pediu aos jurados a condenação do réu, explicou que a solicitação é embasada em voto do Ministro Roberto Barroso, aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 17 de março deste ano. "Essa determinação faz que ocorram com menor frequência que os homicidas condenados pelo Tribunal do Júri, saiam pela porta da frente, em meio aos jurados e das famílias das vítimas", destacou o representante do MP.

A defesa do réu foi realizada pelo advogado João Cristovam Zanin Zanella, nomeado para representar a Defensoria Pública no período de férias do defensor público e na ausência momentânea do defensor substituto. " Considero que a decisão dos jurados foi muito boa, pois a qualificadora apontada pelo MP de que a vítima foi pega de surpresa foi desconsiderada pelos jurados que consideram como homicídio simples. Isso ocorreu porque comprovamos que anteriormente haviam ameaças e o fato não aconteceu de forma surpresa", explicou o advogado. 

Motivação não esclarecida 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima encontrava-se na residência da sua vizinha, quando o réu chegou no local e efetuou disparos de arma de fogo. A versão foi contestada por Strapason, que alegou ter sido abordado por Gilmar que também estaria armado. As causas para o crime não foram esclarecidas devido a uma série de divergências entre os depoimentos das testemunhas. 

 

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