Em missa presidida pelo padre Cleocir Bonetti, vigário geral da Diocese de Erexim que representou o bispo Dom José Gislon, o Irmão Canísio Puhl celebrou 70 anos de vida e 50 de trabalho religioso na Congregação dos Irmãos Maristas. A missa realizada na Catedral São José na noite de sexta-feira (28) foi concelebrada por mais quatro padres de Erechim e um da Arquidiocese de Passo Fundo. O ato religioso também foi prestigiado por amigos, professores, funcionários do Colégio Escola Marista Medianeira.
Na liturgia da Palavra, foi encenada a passagem do evangelho que narra a preocupação dos apóstolos sobre quem deles seria o maior e o acolhimento de Jesus às crianças, dizendo que todos devem imitá-las em sua simplicidade. No final da celebração, Irmão Canísio proferiu especial oração de ação de graças e os sete coirmãos maristas, junto com ele, cantaram a Salve Rainha em latim.
Padre Bonetti iniciou sua homilia lembrando que, na realidade atual, dar um sim comprometendo toda a vida causa estremecimento, mas o Irmão Canísio deu sua resposta ao chamado divino à vida e à vida consagrada e permanece fiel a ela. Recordou um dos santos do dia, São Pedro Chanel, marista, missionário e mártir na Oceania. Referindo-se ao evangelho, apresentando Jesus na travessia pela Galileia dos pagãos, acompanhado dos discípulos que discutiam qual deles seria o maior, convidou os fiéis a se perguntarem quais suas preocupações, o que constitui o essencial em suas vidas. Observou que os apóstolos caminhavam com Jesus, mas estavam longe do seu modo de pensar e de agir, precisando de profunda conversão. Por isso, os chamou para perto de si, ajudando-os a entender sua proposta. Quando tentaram impedir as crianças de se aproximar dele, ordenou que as deixassem chegar a ele, abraçando-as e dizendo a eles que deviam tornar-se como elas. Relacionando a cena com os desafios de quem assume a vida religiosa, citou o Papa Francisco, para quem são indispensáveis a profecia, a proximidade e a esperança. A profecia de saber opor-se a tudo o que fere a dignidade e a vida das pessoas. A proximidade com Deus e com os irmãos. A esperança de quem confia em Deus. Por fim, mencionou aspectos que pessoas referem a respeito do jubilando – é íntegro, vive intensamente a vocação religiosa, vibra com o que faz, tem a mística do cuidado, realiza o ideal do fundador da Congregação de tornar Cristo conhecido, especialmente pela educação de crianças e jovens.
Sobre o Irmão Canísio
Irmão Canísio nasceu no dia 28 de abril de 1947 na localidade Dona Belinha, no então distrito de Santo Cristo, município de Santa Rosa. É o primeiro dos 11 filhos do casal José Rudolfo e Maria Ziloca Puhl. Cursou as primeiras séries escolares em sua terra natal, trabalhando com a família até os 14 anos, quando iniciou a formação marista, em 1961. Fez os primeiros votos no dia 02 de fevereiro de 1967.
Trabalhou nas casas maristas em Santa Maria, Getúlio Vargas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Cruz Alta e Nonoai. Desde 2001 está em Erechim, atuando na Escola Marista Medianeira, na Catedral São José, na Pastoral da Educação, no Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no núcleo diocesano dos religiosos e entre os leigos maristas. Em Santa Maria, teve formação filosófica e teológica com os padres palotinos.
Trabalhando em Getúlio Vargas, de 1971 a 1973, fez o curso de ciências naturais na Universidade de Passo Fundo. De 1974 a 1976, fez curso de Teologia da Espiritualidade na Universidade Gregoriana de Roma. Nos diversos lugares em que atuou na educação escolar e na formação de candidatos à vida marista, desenvolveu também diversas atividades pastorais. Em Erechim, em 2012 participou do curso de massoterapia e agora faz massagem e fomenta remédios naturais.