A primeira foi abordada pelo advogado Gabriel Senra, de São Paulo, que falou sobre a internet e o futuro do Direito. “No futuro não vai mais existir advogado como conhecemos hoje. Não estamos vivendo uma era de mudanças, mas sim, uma mudança de era. E isso nos faz entender a magnitude do que estamos vivendo. A internet mudou a forma como acessamos a informação, como nos comunicamos e como trabalhamos; nos trouxe novos modelos de negócios e isso nos faz refletir sobre a necessidade de adaptação do Direito nestes novos modelos”, destacou.
Ele também observou que, nos próximos 20 anos, vamos viver muito mais transformações no Direito do que vivemos nos últimos 200. “A próxima página do Direito é de absoluta oportunidade. Os advogados podem ser sim, menos operacionais e mais estratégicos. Existe um grande movimento de pessoas inovando no Direito, pois somos muito apegados às regras do passado”, destacou.
Em seguida, a psicóloga Luiza Cristina de Azevedo Ricotta, também de São Paulo, falou sobre “Mediação e Solução de Conflitos”, argumentando que a maior motivação para o trabalho do mediador é poder transformar as realidades. Ela também apresentou as modalidades de mediação, que podem ser transformativa, reparativa, conciliatória e com arbitragem. “A mediação contempla a situação relevante para ambas as partes. Envolve a dignidade destas pessoas, o reestabelecimento de uma ordem e nem sempre um acordo financeiro restaura”, enfatizou.