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Abandonar não é opção

Entre os meses de dezembro e fevereiro a triste realidade do abandono de animais de estimação aumenta

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Divulgação
Por Jéssica Scartazzini - jessica@jornalbomdia.com.br

Entre os meses de dezembro e fevereiro a triste realidade do abandono de animais de estimação aumenta

O Ted é um cachorro de sorte: encontrou uma família que o ama e quer bem. Toda vez que viaja, sua mãe Ivone Salate Ribeiro o leva ele ou então deixa com algum familiar. “Quando viajamos, nossa prioridade é buscar locais que aceitam animais. Caso não consigamos, deixamos com familiares”. 

Entretanto, dona Ivone diz que já abriu mão de algumas ocasiões pelo bebê da casa. “Temos ele há um ano e já nos privamos de algumas coisas pelo Ted”. Quando o pequeno viaja junto, ela faz questão de comentar sobre o cuidado necessário que tem em viagens “sempre que ele passeia conosco ele usa cinto de segurança e a cadeirinha”. 

Infelizmente a história do Ted não é recorrente. Entre os meses de dezembro e fevereiro a triste realidade do abandono comete alguns animais de estimação. Segundo levantamentos realizados por ONGs, esse aumento representa cerca de 70% em relação a outros períodos do ano. Isso acontece porque muitos donos querem viajar no período de festas e férias coletivas, mas não sabem o que fazer com os animais. Para evitar que mais casos como esses aconteçam no período de carnaval, o veterinário Felipe Scisleski (CRMV/RS – 12034) falou à reportagem do Bom Dia e sugeriu algumas alternativas para que você possa cair na folia sem preocupação, mantendo seu pet seguro e bem tratado.

De acordo com o profissional, é importante buscar locais com referências para deixar seu animal. “Se possível esse deve estar sob supervisão de um médico veterinário em um local seguro, sem chances do animal fugir, já que possivelmente ele vai estar um tanto desconfortável por não estar vivendo a sua rotina”. Outro fator muito importante que Felipe destacou é que seu dono verifique se as vacinas estão em dia, pois seu bichinho vai conviver com outros e, desta forma, fica exposto a mais riscos.

No caso de gatos, se possível e se seguro for, o médico veterinário lembra que o melhor é deixar ele no seu ambiente e contar com a ajuda de alguém que possa tratar e verificar se está tudo certo. Entretanto, ele esclarece que, “se não puder contar com algum conhecido para isso, existem profissionais que o fazem”.     
O abandono não pode e não deve ser uma opção. “Nesta época de férias e feriados prolongados as pessoas acabam esquecendo seu pet e o abandono aumenta bastante. É importante lembrar ainda que quem abandona responde pelos seu ato. Existem leis e na nossa cidade recentemente foi aprovada uma importante, com o objetivo de minimizar esse tipo de crueldade”. 

Por fim, o veterinário faz um alerta importante sobre o abandono. “Sempre que se opta por ter a companhia de um bichinho, deve-se pensar bem, pois ele depende de seus tutores e o abandono é a maior crueldade que pode haver, já que na maioria dos casos esses animais abandonados acabam sofrendo nas ruas e muitas vezes morrem atropelados se ninguém o acolher a tempo”. 

 

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