A comercialização do pinhão está autorizada desde o último sábado (15). Contudo, a safra deste ano registrou queda na produtividade, fator que pode estar elevando o preço da semente da araucária muito apreciada pelos gaúchos. Nos mercados de Erechim, no entanto, ainda é possível identificar a variação de preços do quilo do produto que pode custar até R$ 10.
Conforme o assistente técnico regional de produção vegetal da Emater, Luiz Angelo Polleto, se a compra for realizada direto com os produtores, o consumidor pode pagar entre R$ 5 e R$ 7. Nos mercados de médio e grande porte o preço pode variar de R$ 6 a R$ 10. "Não está sendo uma super safra, a produtividade está abaixo do esperado e as pinhas não estão muito preenchidas. Porém, vale destacar que o pinhão é cíclico e registra, em média, uma supersafra boa a cada cinco anos", explica.
Entre os fatores que podem ter influenciado a baixa na produção está o excesso de frio no ano passado, durante o período de florecimento da planta. Poletto também destaca que o preço melhorou e os produtores estão mais otimistas, considerando que até a alguns anos, o cultivo de pinhão era uma atividade mais voltada à família e não tinha um foco muito comercial. "Hoje em dia, pequenos produtores de Erechim e região, atuam na área, mesmo que a colheita ainda seja feita de modo rudimentar, improvisado e até mesmo arriscado", comenta.
Segundo o assistente técnico, é uma área que tem um potencial a ser explorado. "Diante da legislação, a qual prevê cuidados específicos para a Araucária (que está sendo mais preservada), a tendência é que haja uma estabilidade e até aumento da produção", salienta.
Confira a seguir o preço do pinhão em alguns estabelecimentos de Erechim que recebem o produto da região:
Supermercado Caitá de Erechim - R$ 7,97/ quilo.
supermercado Querência - R$ 6,98/ quilo
Tamanini - R$ 7,88/ quilo
Master R$ 9,99/ quilo