O Presídio Estadual de Getúlio Vargas, reinaugurou na última semana, ala do sistema semiaberto que foi destruída por um incêndio no final do ano passado. O fato criminoso, provocado pela revolta de um detento, registrou quatro mortes de outros presos, por inalação da fumaça tóxica.
De acordo com a Superintendência do Serviços Penitenciários (SUSEPE), foram destruídos além dos alojamentos, parte da rede elétrica, câmeras de monitoramento e a pinturas das paredes.
Segundo administradora do presídio, Alice Richetti, atividades já voltaram ao normal, onde quatro apenados que estavam em prisão domiciliar, devido à falta de espaço na casa prisional, retornaram para cumprir sua pena no regime semiaberto.
Condenação
Em fevereiro deste ano, os réus, Alex Alexandre da Silva e Diogo Leão de Almeida foram condenados pela prática de falta grave e crime doloso. Ambos foram apontados como os responsáveis pelo incêndio no Presídio Estadual de Getúlio Vargas, que deixou quatro mortos no final do ano passado. A decisão do juiz de Direito, Rafael Echevarria Borba, da 1ª Vara Judicial da Comarca.
Conforme o magistrado, o próprio apenado Diogo confessou que causou o incêndio, pois estava insatisfeito com decisão judicial. O apenado afirmou ainda que não esperava o resultado ocorrido.
Testemunhas informaram que Alex Alexandre, apontado como o mandante, tinha a intenção de conseguir o benefício da prisão domiciliar pela queima do alojamento do semiaberto. Além disso, foi possível comprovar que o fato foi premeditado e que Diogo teria cometido o incêndio em troca de drogas e dinheiro.