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Macuglia: "Não podemos mais errar"

Treinador do Canarinho fala sobre queda no Gauchão, reestruturação do plantel e Série C

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Guilherme Macuglia assumiu o Ypiranga na quarta rodada do Gauchão 2017
Por Giulianno Olivar - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Giulianno Olivar

Com um mês para o início da Série C do Campeonato Brasileiro, o Ypiranga tem focado seus dias na preparação e na reestruturação de seu elenco de jogadores. O assunto "rebaixamento no Gauchão" já é passado no Colosso da Lagoa, mas, de acordo com o técnico Guilherme Macuglia, as lições da queda precisam ser assimiladas e compreendidas, a fim de evitar um novo fracasso - desta vem em nível nacional. Em entrevista ao jornal Bom Dia, o treinador canarinho apontou os fatores que culminaram no descenso do clube erechinense no estadual, as possibilidades na terceirona e rechaçou qualquer boato sobre ter perdido o controle do vestiário em algum momento.

Rebaixamento

"Ficou evidente que a parte ofensiva deixou a desejar. A equipe até criou, o setor de criação não foi o maior fator, mas o de definição... Faltou um poder de finalização maior. Tentamos corrigir com contratações, mas era um período difícil, muitos jogadores estavam vinculados", lamenta Macuglia, que considera a ausência de um atleta especialista em bola parada outro fator que contribuiu para o revés. Além disso, o treinador afirma ter sentido falta de uma malandragem maior dos jogadores, sobretudo nos momentos decisivos. "Após a vitória contra o Novo Hamburgo, a gente achou que fosse escapar. Poderíamos ter vencido o Inter, mas ali faltou um pouco de malandragem, um pouco de experiência. Não tínhamos uma liderança como é o D'Alessandro no Inter. Nesse jogo, com um ou dois líderes, poderíamos segurar o resultado na catimba, na esperteza", afirma, destacando que houve um equívoco na hora de montar o time para 2017. "O perfil de alguns jogadores não conseguiu encaixar com o perfil da competição, na nossa avaliação".

Reformulação do plantel

"Já chegaram jogadores [zagueiro Éverton e volante Tiago Pedra] e nessa semana chegam outros. São jogadores que encaixam no perfil e no orçamento do clube", diz Macuglia, despistando sobre eventuais reforços oriundos de equipes que disputaram (ou disputam) o Gauchão. "Existe a possibilidade, mas a gente tem que esperar. Estamos numa terceira escala, tem os times da Série A e da Série B que devem levar jogadores que se destacam. Mas não podemos esperar tanto, também. Vamos dar preferência a jogadores que tenhamos todas as informações. Não dá simplesmente pra se basear em vídeo, tem que analisar jogo, conhecer o jogador, ter enfrentado ele, um raio x completo", enfatiza.

Grupo unido até o fim

"Ofensas, o grupo desrespeitar o nosso trabalho, isso nunca aconteceu em nenhum momento, muita coisa é boato", garante Macuglia a respeito de uma especulada perda de controle do vestiário durante a reta final do Gauchão. "Todo mundo estava interligado, só tínhamos uma opção, não tinha tempo pra esse tipo de coisa. O que houve foi cobrança, coisas normais, do jogo. Era um grupo que precisava de orientação, estávamos sempre correndo atrás dos resultados", assegura o técnico.

Série C

Único campeonato restante para o Ypiranga na temporada, a Série C do Campeonato Brasileiro tem sido tratada como salvação em um ano até o momento esquecível. "Nosso sonho, nosso desejo, é o acesso para apagar a má imagem que deixamos no estadual. Estamos determinados e não vamos admitir nenhum jogador que não esteja com esse pensamento. É um trabalho difícil, mas acho que temos competência para chegar. Não podemos mais errar", diz o treinador, que espera estar com todo o grupo à disposição pelo menos 15 dias antes da estreia contra o Joinville. "É um tempo que dá. Mesmo os que vierem na reta final da preparação, vão vir numa condição de estarem em atividade agora. E dá pra classificar para a segunda fase tranquilamente, estamos acompanhando todos os adversários, muitos vão ter um planejamento financeiro mais modesto e vão ter que se planejar melhor nas contratações".

Preparação física

Calcanhar de aquiles do Canarinho durante o Campeonato Gaúcho, o preparo físico dos jogadores não pode voltar a ser problema, segundo o técnico. "Não vai acontecer de novo, de jeito nenhum. O professor Kuki [preparador que chegou ao clube em meio à competição], apesar de conhecê-lo há pouco, me explicou sua metodologia e demonstrou que tem conhecimento e pode, sim, deixar o time em plenas condições de jogar em alto nível os 90 minutos".

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