Somadas as penas chegam a 27 anos de prisão
O tribunal do Júri condenou na tarde desta quinta-feira (13), os primos, Patrick da Rosa (25) e Joni da Rosa dos Santos (28), por homicídio qualificado. Ambos confessaram participação no crime que resultou na morte de Fernando Barbosa da Silva, assassinado a tiros, no dia 03 dezembro de 2010, na Rua José Wilk, Bairro Florestinha, em Erechim.
O juiz Marcos Luiz Agostini, titular da 1°Vara Criminal, que presidiu a sessão, sentenciou os dois réus, a uma pena que somada chega a 27 anos de prisão. Rosa recebeu 15 anos, pois confirmou ter atirado contra a vítima e ser o proprietário da arma ilegal, usada para cometer o homicídio e apreendida pela polícia. Já Santos, que assumiu ser o condutor da motocicleta utilizada para a fuga após o crime, deverá cumprir 12 anos. Ambos em regime fechado. Os dois réus, poderão recorrer da condenação em liberdade, pois desta forma aguardaram o julgamento.
Júri
A sessão teve início por volta das 9h40, com depoimentos dos réus. Primeiro a falar, Patrick da Rosa (25), confirmou autoria do crime. O réu alegou ter atirado para se defender da vítima, que segundo o mesmo já tinha tentando mata-lo. “Eu estava passando de carona com o Joni, foi quando vi que estava atirando ai revidei”, destacou o acusado.
O outro réu, Joni da Rosa dos Santos, explicou que não ouviu os disparos e que não sabia que Rosa, estava armado. “Eu estava indo para casa, dei apenas uma carona”, ressaltou.
Acusação
Para o promotor Gustavo Burgos de Oliveira, responsável por apresentar acusação no processo,e que pediu a condenação, o homicídio foi organizado e premeditado pelos réus. “As testemunhas que viram o crime, destacaram em seus depoimentos que viram ambos os réus, 30 e 15 minutos antes do crime, passarem na frente da casa da vítima”, destacou o representante do Ministério Público.
De acordo com a denúncia, o crime se tratou de m acerto de contas e foi motivado por uma desavença entre as partes. Na época do fato os réus aguardaram a vítima que estava presa sair do presídio. Após o crime, ambos fugiram, sendo que presos 20 dias após o fato, quando a polícia encontrou arma do crime na casa de Rosa.
Defesa
A defesa dos réus foi realizada pelo advogado Érico Alves Neto, que destacou que a morte foi realizada por, Rosa, por legitima defesa e que pediu a inocência de Santos, que apenas conduzia a motocicleta. “Este não foi um crime premeditado, pois ambos (réus), não tinham o conhecimento que a vítima tinha acabado de sair da prisão. Não há como afirmar isso”, destacou o defensor.