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Inicia a comercialização de peixes

Vendas seguem até o meio dia de sexta-feira e com preços mais acessíveis que no ano passado

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Volnei Kuskoski é o único produtor autorizado a comercializar os peixes na feira
Por Izabel Seehaber izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

A tendência é que a semana seja ainda mais movimentada no comércio de Erechim em razão das compras para a Páscoa. Além da busca por presentes, outro atrativo da Semana Santa é o peixe, cuja comercialização inicia hoje (11) e prossegue até o meio dia de sexta-feira. Entre produtores e consumidores a expectativa é positiva com projeção de acréscimo das vendas em relação ao ano passado e manutenção dos preços nos níveis de 2016.
No RS a Emater estima que serão vendidas mais de quatro toneladas de peixe vivo, um aumento de 3,5% se comparado com o volume comercializado no ano passado, que foi de 4.199.80 quilos. As espécies mais comercializadas são Carpa Capim inteira (734.806 kg), Carpa Húngara inteira (346.507 kg), Carpa Prateada inteira (341.702 kg), Tilápia filé (303.755 kg), Carpa Cabeça Grande eviscerada (132.802 kg), Tainha eviscerada (85.091 kg), Tilápia eviscerada (97.320 kg) e Traíra/Trairão inteira (83.586 kg), além de filés (115.065 kg), jundiás, pacus, piava, corvina, grumatã, vila e violinha e surubim. Na região de Erechim não há um levantamento que revele os números da produção e consumo.
Conforme o técnico agrícola da Secretaria municipal de Agricultura de Erechim, Tobias Biasi, além da Feira do Produtor Central é grande a procura nos açudes localizados em propriedades rurais do município. Ontem (10) à tarde o produtor Volnei Kuskoski, único produtor habilitado a comercializar peixes na feira do centro, iniciou o transporte das espécies que serão vendidas a partir de hoje em Erechim. Enquanto retirava dos tanques os peixes que serão comercializados vivos ou abatidos na Feira do Produtor, ele comentava com entusiasmo sobre a possibilidade de vender toda a produção. "Dispomos de trinta toneladas para a venda. Ano passado, devido a crise, muitos consumidores estavam com mais receio e vendemos apenas dez toneladas. Para garantir a venda de toda a produção em 2017, decidimos reduzir os preços", destacou o produtor, citando que há muitas variedades, tais como bagres africanos, carpas (quatro tipos), traíra, entre outros. "É um trabalho que dura o ano todo para servir os consumidores durante os quatro dias que antecedem a Páscoa, com um peixe diferenciado, com carne saborosa", ressaltou, pontuando que é um investimento alto, inclusive de transporte, e cuidados específicos para evitar doenças. "Peixe vivo dá trabalho para oferecer garantia na procedência", declarou. Em média, mais de 30 pessoas participam do trabalho na propriedade localizada no interior de Erechim. Somente a tilápia não será oferecida em filé pela dificuldade de preparo. Os preços variam entre R$ 10 e R$ 22 o quilo.
Tobias Biasi acredita que aos poucos, mais produtores estão investindo na área, principalmente no sistema de reservatórios (açudes). "Registramos o interesse de mais produtores em participar da feira. Contudo, eles ainda não atendiam a todas as normatizações", explicou.  A legalização dos animais faz parte do sistema para garantir a segurança nas vendas. Também integram à norma, os cuidados com o sistema de transporte e infraestrutura para manter os peixes vivos.
Incentivo à piscicultura
O secretário de Agricultura de Erechim, Leandro Basso, salientou em entrevista ao Bom Dia, que o Alto Uruguai não dispõe de um sistema de abate na área de piscicultura. "A secretaria quer incentivar que o peixe seja um alimento presente na mesa do consumidor durante todo o ano. "Ao mesmo tempo sabemos que é necessário um manejo com os peixes, pois eles são muito sensíveis. Atualmente o processo é artesanal e a legislação é muito séria. Sendo assim, é fundamental buscar alternativas para respeitar a sanidade dos animais", destacou.
Atualmente o comércio ilegal é outra preocupação, sendo que mais de 90% do que é consumido de peixes, acontece desta forma. De acordo com o secretário, caso seja observada alguma irregularidade, é efetuada a apreensão dos produtos, a notificação dos produtores, além da orientação e disponibilidade do serviço de inspeção. Uma equipe de cinco veterinários, entre outros profissionais oferecem o suporte. "Se uma pessoa abre a agroindústria, recebe orientação, acompanhamento e o selo de qualidade oferecido pela equipe e reforçado por laboratórios conceituados", reforçou.
Basso reiterou que o poder público pretende oferecer mais recursos para a área de psicultura, mas para tanto analisa a possibilidade de efetuar um restabelecimento de prioridades na secretaria com o intuito de melhorar o incentivo e que posteriormente toda a população tenha acesso.

 

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