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Ensino

As mudanças na nova Base Curricular Comum

Antecipação do processo de alfabetização para o segundo ano do ensino fundamental é uma das mudanças previstas no documento

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Antecipação do processo de alfabetização para o segundo ano do ensino fundamental é uma das mudanças
Por Najaska Martins com informações do Portal Brasil e Ministério da Educação
Foto Najaska Martins

Antecipação do processo de alfabetização para o segundo ano do ensino fundamental é uma das mudanças previstas no documento

Foi entregue nesta semana ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento é referência obrigatória para a elaboração dos currículos as escolas dos estados, nos municípios, na rede federal e nas escolas particulares. A base vinha sendo discutida desde meados de 2015 e deve ter sua avaliação concluída pelo CNE até o segundo semestre deste ano.

Entre as mudanças elencadas no documento, estão medidas como antecipação da alfabetização para o segundo ano do ensino fundamental. Atualmente esse processo é feito até o terceiro ano, período em que as crianças têm idade aproximada de sete anos. O ministro de Educação, Mendonça Filho, afirma que a medida visa gerar “mais equidade e oportunidade às crianças mais pobres do país”.

A Base define ainda mudanças como a obrigatoriedade do ensino de língua inglesa. Até então as redes de ensino tinham autonomia para decidir sobre qual idioma estrangeiro seria ministrado. Outra mudança se refere à disciplina de ensino religioso, que retirada do currículo passa a ser optativa. Em relação ao ensino de história, a BNCC defende que este passa a ser organizado segundo a cronologia dos fatos. O ensino de probabilidade e estatística também passa a fazer parte do currículo, segundo o documento.

Competências e formação humana integral

Exercitar a empatia, o diálogo, a cooperação e o respeito deverá fazer parte do cotidiano das escolas. Além disso, os estudantes deverão acolher e valorizar a diversidade. Essas são algumas competências previstas na Base. Segundo o site Portal Brasil, o texto define, ainda, dez competências gerais, que deverão ser desenvolvidas em todas as disciplinas ao longo da vida escolar do estudante. Entre essas competências, está a necessidade das escolas serem capazes de fazer os estudantes se conhecerem, apreciar-se e cuidar da sua saúde física e mental, reconhecendo suas emoções e as dos outros. O objetivo é atingir a chamada formação humana integral.

A Base define ainda que as escolas não trabalharão o conceito de gênero. De acordo com o Ministério da Educação, “o texto defende a pluralidade inclusive do ponto de vista do gênero, de raça, de sexo”. O documento apresentado trata exclusivamente da educação infantil (creche e pré-escola) e do ensino fundamental (1º ao 9º ano). Segundo o Mendonça Filho, a Base referente ao ensino médio será entregue até o final de 2017, já adaptada às diretrizes do Novo Ensino Médio.

Avaliação das redes de ensino

A secretária municipal de Educação de Erechim Vanir Clara Bernardi Bombardelli avaliou positivamente as mudanças que compõem a nova versão da Base. Segundo ela, alguns dos aspectos que sofreram alteração já vem sendo trabalhados nas escolas do município, como o ensino de inglês, que já está em processo de implantação, por exemplo. Sobre a antecipação da alfabetização, ela disse se tratar de um desafio, dadas as diferentes realidades escolares e familiares dos estudantes, porém, ressaltou que a medida é importante. “Quanto antes esse processo ocorrer dentro das condições necessárias, mais cedo a criança poderá assimilar e compreender as demais disciplinas que compõem sua formação”, ponderou.

A secretária elogiou ainda medidas como a retirada do ensino religioso do currículo, ao defender o fato de o Estado ser laico, além de destacar como positiva a inclusão de probabilidade e estatística na grade curricular. “Acredito que o documento foi pensado de maneira otimista em relação ao ensino e que deverá trazer resultados positivos à educação”, completou.

Na rede estadual as mudanças deverão ser analisadas na próxima semana. Conforme a responsável pela chefia pedagógica da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Paola Baldissera, o documento deverá ser analisado juntamente com o setor pedagógico para então se iniciar um processo de discussão e orientação às escolas

Já o Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe/RS) manifestou em sua página na internet que a BNCC está sendo analisada pela assessoria pedagógica da entidade para que em breve, seja divulgada uma orientação às escolas associadas sobre o conteúdo do documento. “No entanto, o Sinepe aguardará a avaliação do Conselho Nacional de Educação e, posteriormente, a posição do Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul sobre como será organizada a implementação e prazos”, diz nota do sindicato.

O Sinepe afirma ainda quanto à redução do processo de letramento que esse processo já ocorre na rede privada, “uma vez que os alunos vêm com noções de alfabetização de casa ao entrar na escola”. Em relação à valorização das competências socioemocionais e das novas tecnologias o sindicato afirma que “é de se comemorar esse avanço na rede pública, pois na rede privada esse ponto da Base também já é realizado”.

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