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Cinco razões para a queda do Ypiranga

Campeonato do Canarinho foi marcado por oscilações, poucos gols e preparo físico ineficiente

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Guilherme Macuglia assumiu o Canarinho na quarta rodada
Por Giulianno Olivar - giulianno@jornalbomdia.com.br
Foto Giulianno Olivar

O Gauchão 2017 terminou mais cedo para quarto equipes. Enquanto os oito primeiros continuam na luta pelo título, São Paulo, Brasil de Pelotas, Ypiranga e Passo Fundo deram adeus à competição - os dois últimos também deram adeus à elite do futebol estadual. Ao longo de toda a primeira fase, o Canarinho sempre esteve ou dentro da zona de rebaixamento ou muito próximo a ela. A derrota para o Grêmio na estreia apresentou um time competitivo, capaz de dar trabalho ao Tricolor em plena Arena. Mas a partida seguinte, diante do Passo Fundo no Colosso da Lagoa, expôs uma série de fragilidades que se manteriam durante todas as rodadas seguintes.

1) Ataque ineficiente

Enquanto o ex-Ypiranga João Paulo empilhava gols pelo Novo Hamburgo, os atacantes do Canarinho passavam em branco durante as primeiras rodadas do Gauchão. O primeiro gol do Ypiranga na competição foi marcado apenas na quinta rodada, contra o Veranópolis - e de pênalti. Pênaltis, aliás, que se tornaram uma constante nos jogos do clube. Dos sete gols do clube erechinense na primeira fase, quatro saíram de penalidades. Além disso, outro foi contra, o que expõe uma dura realidade no setor ofensivo do time: apenas dois gols foram oriundos de jogadas. Contratado com a artilharia de 2015 no currículo, o atacante Michel decepcionou: não marcou nenhum gol, além de ter perdido um pênalti contra o Juventude.

2) Campanha fora

Como cada equipe disputou 11 partidas na primeira fase, o número de jogos dentro e fora de seus domínios foi desigual. Com isso, o Ypiranga foi mandante em cinco oportunidades e visitante em outras seis. Dos 18 pontos disputados fora do Colosso da Lagoa, o Canarinho conquistou apenas um, no empate diante do São José. Uma das piores campanhas fora, ao lado de Brasil de Pelotas e Juventude, que também não contabilizaram vitórias longe de seus estádios.

3) Preparo físico

Nas primeiras rodadas, uma constatação deixou o torcedor canarinho preocupado. Ainda sob o comando do preparador físico Cristiano Pozzer, o Ypiranga apresentava uma queda de rendimento bastante acentuada no decorrer do segundo tempo dos jogos. Mesmo com a chegada de Anderson de Lazari na preparação, a equipe continuou apresentando esse problema. Em diversas ocasiões, o técnico Guilherme Macuglia lamentou ter realizado substituições unicamente por desgaste dos jogadores, e não por questões táticas.

4) Reforços que não corresponderam

Além do atacante Michel, outros jogadores chegaram ao Colosso cercados de expectativa. O exemplo mais claro é o do meia Diego Torres. Contratado para ser o camisa 10, referência técnica do time, acabou deixando o clube após a quarta rodada, quando o Ypiranga foi derrotado para o Brasil de Pelotas. Sabendo da necessidade de reforçar o setor ofensivo, a diretoria contratou, também, o atacante Franc. Com mais tempo passado no departamento médico, o jogador entrou apenas contra o Novo Hamburgo e teve desempenho bastante discreto.

5) Reação tardia

Com quatro derrotas consecutivas nas quatro primeiras rodadas, dificilmente o Ypiranga poderia ambicionar algo muito grande neste Gauchão - ainda mais pelo fato de ser uma competição de tiro curto. Isolado na lanterna após o quarto revés, o Canarinho finalmente venceu na quinta rodada, quando fez 2 a 0 no Veranópolis. Na sequência, um ponto fora de casa contra o São José, mas a derrota para o São Paulo de Rio Grande, na sétima rodada, traria de volta a instabilidade.

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