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Ypiranga empata e é rebaixado

Em jogo tenso e de poucas oportunidades, Canarinho empatou com o Caxias e deu adeus à primeira divisão

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Goleiro Carlão era um dos mais tristes após o empate com o Caxias
Por Giulianno Olivar - giulianno@jornalbomdia.com.br
Foto Giulianno Olivar

Antes do início do Campeonato Gaúcho, o vice-presidente do Ypiranga, Gilberto Pezzin, disse, em entrevista ao jornal Bom Dia, que a meta do clube em 2017 era "ir mais longe". Terminada a primeira fase do estadual, talvez o Canarinho tenha ido longe demais. Tão longe, que, no ano que vem, disputará a Divisão de Acesso. Na dramática noite da última quarta-feira, o Ypiranga ficou no 0 a 0 com o Caxias no Colosso da Lagoa e, na condição de penúltimo colocado no Gauchão, acabou rebaixado.
Além do Canarinho, outras quatro equipes chegaram à derradeira rodada lutando contra a famigerada degola: Passo Fundo, São Paulo, Brasil de Pelotas e Juventude. O fato de todas as partidas terem sido disputadas simultaneamente tornou a noite ainda mais tensa para a torcida erechinense - que, se não estava em grande número nas arquibancadas, ao menos empurrou o time durante os 90 minutos. Iniciada a peleia, não demorou muito para notar que os jogadores haviam comprado a ideia do técnico Guilherme Macuglia, que queria sua equipe se impondo e buscando o gol desde cedo.

Primeiro tempo truncado

Apesar da vontade dos atletas do Ypiranga, o Caxias de Luís Carlos Winck veio a Erechim disposto a não deixar o mandante jogar. Apesar de algumas jogadas perigosas do lado canarinho ainda nos minutos iniciais, o equilíbrio acabou prevalecendo durante boa parte de um primeiro tempo de nível técnico bem abaixo do esperado. Somente na parte final a equipe grená teve um discreto domínio, mas nenhuma oportunidade realmente clara de gol.

Luta contra o relógio

Como o Passo Fundo ia vencendo o Brasil de Pelotas no Vermelhão da Serra, bastava um mísero gol ao Ypiranga para que o sonho de permanecer na elite do futebol gaúcho se tornasse realidade. Não foi por falta de esforço, mas o nervosismo era nítido tanto entre os jogadores em campo quanto os que estavam no banco de reservas. Mais nervoso que os atletas, somente Guilherme Macuglia. O treinador canarinho gesticulava, esbravejava, pulava e, por vezes, discutia com a arbitragem. De tempos em tempos, checava o relógio - e provavelmente notava que o tempo se tornava um inimigo brutal.
Com o tempo escasso, não restou ao Ypiranga outra alternativa se não se lançar ao ataque da forma mais brava possível. Os dez minutos finais foram de pura tensão no Colosso da Lagoa, com direito a um lance inacreditável: após cruzamento de Éder, Talles acertou o travessão do goleiro Marcelo Pitol e desceu em cima da linha, sendo afastada pela zaga do Caxias na sequência. A intensidade continuou até o apito final do árbitro Francisco Neto, mas o tempo havia se esgotado. Igualmente esgotadas estavam as esperanças do Canarinho: após 11 rodadas de agonia e luta, o Ypiranga estava oficialmente rebaixado.

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