Para proferir uma boa palestra não basta ter conhecimento sobre o assunto e caprichar na oratória. Na hora de se postar a frente de pessoas e conseguir passar o recado, é importante não ter medo de improvisar e, claro, mostrar segurança. Para isso, o estrategista de marketing Gabriel Rossi sugere a adoção de uma “válvula de escape” para encarar o desafio. No caso dele, salto de paraquedas faz a diferença.
Desde 2006, Rossi comanda palestras e cursos para diferentes tipos de público - de políticos a estudantes de comunicação, por exemplo. “No início, a sensação era a de medo da improvisação. Foram anos até encontrar um esporte que me fizesse ganhar confiança”, relata.
Rossi conta que, a partir do momento que começou a saltar de paraquedas há dois na cidade de Boituva, em São Paulo, aprendeu a enfrentar melhor os desafios, a gerenciar crises e a tomar decisões.
“A primeira pane em meu paraquedas me fez pensar friamente e agir rapidamente para que não ocorresse um acidente sério. Consegui contornar a situação e tive apenas pequenas lesões. Nada que me fizesse parar”, afirma. “Esse tipo de esporte ensina a agir em situações urgentes, muito mais críticas que uma palestra. Aí fica mais fácil mostrar segurança e foco”.
A adoção de um esporte radical muda o panorama do cotidiano, segundo Rossi. “Há a necessidade de concentração e a sensação positiva de concretizar algo que se propõe a fazer. São valores importantes para a vida profissional, ainda mais quando é preciso passar uma mensagem. Radicalizar na vida esportiva pode servir para colocar a vida profissional nos trilhos”, finaliza.