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Segurança

Réu condenado por tentativa de homicídio

Homem de 45 anos recebeu pena de cinco anos e quatro meses no regime semiaberto dez anos após o crime

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Vítima que ficou paraplégica após atentado reconheceu réu
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Homem de 45 anos recebeu pena de cinco anos e quatro meses no regime semiaberto dez anos após o crime

O Tribunal do Júri da Comarca de Erechim condenou na tarde desta quinta-feira (16) o réu Marcos Antônio Correa de Souza. O homem de 45 anos foi acusado por tentativa de homicídio e recebeu pena de cinco anos e quatro meses a ser cumprida inicialmente no regime semiaberto. O crime ocorreu na madrugada do dia 03 de fevereiro de 2007 na Rua São Vitelmo Pasquatto, Bairro Progresso. A vítima Daniel de Lima,  resistiu aos ferimentos provocados por arma de fogo, mas ficou paraplégico. O réu aguardou o julgamento em liberdade e poderá recorrer da sentença.

Julgamento 

Vítima e réu voltaram a se encontrar ontem (16) na sala de sessões do Tribunal do Júri. Primeiro a ser ouvido, Daniel chegou ao tribunal em uma cadeira de rodas e acompanhado de familiares. A vítima destacou que voltava para casa no dia do crime no momento em que percebeu a presença de um veículo GM/Chevette. No banco do carona do automóvel estava o réu Marcos Antônio Correa de Souza, que teria sacado uma arma e atirado. "Não tenho dúvidas que foi o Marcos. Este fato vai ficar marcado para o resto da minha vida, apesar da pouca iluminação eu reconheci ele", explicou a vítima, que também destacou nunca ter visto antes o suspeito pessoalmente. Questionado pela defensora pública Raquel Fellini, sobre como ele reconheceu o autor pelo nome, a vítima esclareceu que após o fato ficou sabendo do nome do homem, mas que pela aparência pode identificar o autor.  

Em seu depoimento, Souza negou autoria do crime e disse não saber porque estava sendo apontado como o atirador. "Na época do fato eu era casado e morava com minha família em Getúlio Vargas. Não estava em Erechim. Até trabalhava em uma mecânica em outra cidade", ressaltou o réu. 

Crime

De acordo com o promotor Daniel Barbosa Fernandes, momentos antes do crime, a vítima teria acompanhado uma discussão entre o acusado e outro homem, mas com uma aparência muito semelhante a sua. Após isso, ele decidiu retornar para casa na companhia de um amigo e de outro familiar. "Estamos diante de uma situação em que este rapaz foi baleado por engano. Como vimos nos depoimentos, ambos não se conheciam ou tinham um motivo para que isso ocorresse", destacou o representante do Ministério Público. O auxiliar da acusação Jairo De Marchi, reafirmou as palavras do promotor e pediu a condenação do réu. "Estamos aqui em um momento dramático, em que não queremos uma guerra entre as partes, mas sim a Justiça", comentou. 

Defesa 

Para a defensora Raquel Fellini, apenas o depoimento da vítima não pode ser o suficiente para uma condenação. "É preciso que sejam levados outros depoimentos em conta, em que o réu não foi apontado pelas pessoas ouvidas. Por isso, solicitamos absolvição com a negativa de autoria", explicou a defensora. 

 

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