Não chega a ser um dito popular, mas dizer que o brasileiro tem o costume de deixar tudo para a última hora é uma assertiva bastante popular - e, de fato, verdadeira. Observando a tabela do Campeonato Gaúcho, é possível afirmar que o Ypiranga "resolveu" fazer como o brasileiro e chega à reta final do estadual precisando de um rendimento não visto até agora. No último sábado (11), mais uma derrota, a quinta em sete jogos: 2 a 1 contra o São Paulo, em Rio Grande. O resultado devolveu o clube erechinense à zona do rebaixamento, e o obriga a buscar pontos já no próximo domingo, contra o líder Novo Hamburgo.
Se a situação no campeonato está longe de ser confortável, ao menos o ambiente no Colosso da Lagoa dá indícios de que a toalha não foi jogada, seja por comissão técnica, jogadores ou diretoria. "Enquanto tivermos chances, vamos lutar até o final", assegura o vice-presidente do Canarinho, Gilberto Pezzin, reconhecendo que o momento é ruim, mas que perder as esperanças seria ainda pior. "O time tem que produzir mais, não era isso o que se planejava, mas enquanto tivermos condições vamos acreditar", avalia.
Tabela dura até o fim
Na partida em Rio Grande, o Ypiranga voltou a se comportar como nas primeiras obscuras rodadas do Gauchão: no primeiro tempo, mais volume de jogo que o adversário e oportunidades criadas não convertidas em gol; já na segunda etapa, uma queda acentuada no rendimento e o domínio do time da casa, que obrigou Carlão a fazer grandes defesas. Levando em consideração o nível dos próximos adversários, o Canarinho precisará - com extrema urgência - ser uma equipe menos instável durante os 90 minutos: depois do Novo Hamburgo em casa, enfrentará Internacional (em casa), Cruzeiro (fora) e Caxias (em casa). "Não tem jogo fácil, todos são complicados. O Veranópolis, de quem ganhamos, está muito bem na tabela. Temos que fazer acontecer, não tomar os gols que temos tomado", afirma Pezzin.
Dificuldades
De acordo com o vice-presidente, a projeção do Ypiranga para evitar o rebaixamento à Divisão de Acesso é de conquistar 7 pontos em 12 que disputará. Isso só acontecerá, contudo, se o time mantiver o nível durante todo o jogo. "Tem faltado força no segundo tempo. Novamente não jogamos bem no segundo tempo", reconhece Pezzin, que também vê na atual fórmula do campeonato um complicador. "Teria que ter mais jogos na primeira fase. É complicado, há toda uma questão de datas envolvendo a dupla Gre-Nal. Mas quem está no campeonato tem que se virar", ressalta.